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Com negócios fora do país desde 2010, a Valuenet, da área de tecnologia da informação, planeja aumentar de 5% para 50% a participação dos negócios estrangeiros no faturamento, nos próximos dois anos. “Estamos montando equipes de vendas e marketing em escritórios no exterior”, revela o presidente da empresa, Sanjay Agarwal, indiano que mora no Brasil há dez anos e investiu R$ 2 milhões para iniciar a internacionalização da companhia.

Com faturamento anual de R$ 10 milhões, o negócio de 80 funcionários tem unidades no Rio de Janeiro e em São Paulo, além de Buenos Aires e em San José, na Califórnia. A meta de Agarwal para 2013 é expandir contratos nos Estados Unidos e na América Latina.

Apesar do fantasma da crise mundial, a Valuenet engrossa a lista de pequenos negócios que trabalham para fincar bandeiras no exterior e faturar em dólar. Para atingir esse estágio, contam com facilidades para destravar as vendas internacionais, como o envio de mercadorias pelos Correios, ou recorrem à instalação de operações em outros países. Segundo especialistas, a melhor ferramenta para conquistar novas fronteiras é ter um bom planejamento empresarial.

No ano passado, as exportações por envio postal no Brasil, que beneficiam principalmente as micro e pequenas empresas, atingiram o maior montante de valores enviados desde o surgimento da modalidade, em 1999. Foram mais de US$ 280 milhões remetidos em produtos para fora do país, utilizando a Declaração Simplificada de Exportação. O valor representa 8,2% a mais que o total despachado em 2010.

As exportações simplificadas são realizadas pelos Correios, por meio do programa Exporta Fácil, e por operadores privados. Em 2011, foram realizadas transações comerciais com 202 países e exportados 904 tipos de produtos. O principal destino são os EUA, com 24% de participação. Em seguida, aparecem a Argentina (6,51%) e o Chile (5,26%).

“O processo de internacionalização exige investimentos na identificação da demanda e da concorrência, além da adequação de produtos, precificação correta e instalação de postos avançados”, diz Arnaldo Bacha, vice-presidente executivo da Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex), que reúne mais de duas mil empresas.

Para conquistar compradores estrangeiros, as pequenas e médias empresas afirmam que é preciso suar a camisa para prospectar clientes, recrutar mão de obra qualificada, com fluência em idiomas, e entender as peculiaridades jurídicas e tributárias de cada país. Entre 2009 e 2010, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o número de micro e pequenas empresas exportadoras cresceu de 9,8 mil para 10,1 mil companhias. Já o volume exportado por essa faixa de negócios saiu de cerca de US$ 1,3 bilhão para US$ 1,9 bilhão.

Em quatro anos de existência, o Programa de Internacionalização da Micro e Pequena Empresa, criado pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) para incentivar parcerias entre o Brasil e o exterior, já atendeu cinco mil empreendimentos. “A maioria é de pequenos negócios, das áreas de fruticultura e moda, com uma demanda interna já consolidada”, explica Paulo Alvim, gerente de acesso a mercados da entidade.

Para quem deseja disparar um plano de expansão do zero, o programa oferece um diagnóstico on-line. O empreendedor preenche um questionário, elaborado por especialistas em comércio exterior, e recebe uma avaliação, com recomendações baseadas nas respostas. O preenchimento demora cerca de 30 minutos. Segundo o Sebrae, a análise é a primeira fase de um processo de atendimento, que pode incluir uma consulta técnica e até uma visita de consultores à empresa.

Para Arnaldo Bacha, da Softex, uma das dicas de sucesso para empreender no exterior é investir em um estudo criterioso do produto que as empresas pretendem embrulhar para clientes estrangeiros. “É necessário avaliar a competitividade frente a outros players e verificar se há condições de atender uma demanda em crescimento”, afirma. “A inovação é importante e o investimento deve ser dirigido também ao desenvolvimento de itens de ponta, em termos de mercado e tecnologia”, acrescenta

Em um segundo momento, os empresários devem planejar como será tocada a operação externa, entender os mercados alvo e preparar a oferta para o consumo. Essa etapa pode abranger a “localização” do produto ou a tradução, para o idioma do país comprador, de manuais, rótulos ou, no caso de software, do conteúdo do programa. “Depois, deve-se preparar um plano de “ataque”, com um site bilíngue e uma equipe de atendimento”, afirma Bacha.

A Comprova.com, de comprovação legal de transações eletrônicas, ainda não tem faturamento no exterior, mas iniciou seu processo de internacionalização há um ano.

O trabalho da companhia é atestar o envio, recebimento, autoria e conteúdo de e-mails e contratos, com assinatura digital. “Esperamos faturar cerca de R$ 20 milhões em outros países, nos próximos dois anos”, afirma o presidente Marcos Nader, que comanda 90 funcionários. “Esses resultados virão por meio de parcerias na Europa e nos Estados Unidos.”

A nova fase da empresa ganhou um empurrão em março, depois de alguns contatos realizados durante uma feira de negócios em Hannover, na Alemanha. “Vamos adaptar o nosso serviço para cada país, usando parceiros locais”, diz Marcos Nader. “Agora, os investimentos concentram-se principalmente em pessoal, viagens e customização de produtos”, afirma.

Para Vincent Baron, diretor da consultoria Naxentia, especializada em transições críticas de empresas, é importante lembrar que a internacionalização não significa apenas fazer exportação. “Não é preciso montar uma estrutura física e ter funcionários em outros países. Pode-se promover o negócio por

Com negócios fora do país desde 2010, a Valuenet, da área de tecnologia da informação, planeja aumentar de 5% para 50% a participação dos negócios estrangeiros no faturamento, nos próximos dois anos. “Estamos montando equipes de vendas e marketing em escritórios no exterior”, revela o presidente da empresa, Sanjay Agarwal, indiano que mora no Brasil há dez anos e investiu R$ 2 milhões para iniciar a internacionalização da companhia.

Com faturamento anual de R$ 10 milhões, o negócio de 80 funcionários tem unidades no Rio de Janeiro e em São Paulo, além de Buenos Aires e em San José, na Califórnia. A meta de Agarwal para 2013 é expandir contratos nos Estados Unidos e na América Latina.

Apesar do fantasma da crise mundial, a Valuenet engrossa a lista de pequenos negócios que trabalham para fincar bandeiras no exterior e faturar em dólar. Para atingir esse estágio, contam com facilidades para destravar as vendas internacionais, como o envio de mercadorias pelos Correios, ou recorrem à instalação de operações em outros países. Segundo especialistas, a melhor ferramenta para conquistar novas fronteiras é ter um bom planejamento empresarial.

No ano passado, as exportações por envio postal no Brasil, que beneficiam principalmente as micro e pequenas empresas, atingiram o maior montante de valores enviados desde o surgimento da modalidade, em 1999. Foram mais de US$ 280 milhões remetidos em produtos para fora do país, utilizando a Declaração Simplificada de Exportação. O valor representa 8,2% a mais que o total despachado em 2010.

As exportações simplificadas são realizadas pelos Correios, por meio do programa Exporta Fácil, e por operadores privados. Em 2011, foram realizadas transações comerciais com 202 países e exportados 904 tipos de produtos. O principal destino são os EUA, com 24% de participação. Em seguida, aparecem a Argentina (6,51%) e o Chile (5,26%).

“O processo de internacionalização exige investimentos na identificação da demanda e da concorrência, além da adequação de produtos, precificação correta e instalação de postos avançados”, diz Arnaldo Bacha, vice-presidente executivo da Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex), que reúne mais de duas mil empresas.

Para conquistar compradores estrangeiros, as pequenas e médias empresas afirmam que é preciso suar a camisa para prospectar clientes, recrutar mão de obra qualificada, com fluência em idiomas, e entender as peculiaridades jurídicas e tributárias de cada país. Entre 2009 e 2010, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o número de micro e pequenas empresas exportadoras cresceu de 9,8 mil para 10,1 mil companhias. Já o volume exportado por essa faixa de negócios saiu de cerca de US$ 1,3 bilhão para US$ 1,9 bilhão.

Em quatro anos de existência, o Programa de Internacionalização da Micro e Pequena Empresa, criado pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) para incentivar parcerias entre o Brasil e o exterior, já atendeu cinco mil empreendimentos. “A maioria é de pequenos negócios, das áreas de fruticultura e moda, com uma demanda interna já consolidada”, explica Paulo Alvim, gerente de acesso a mercados da entidade.

Para quem deseja disparar um plano de expansão do zero, o programa oferece um diagnóstico on-line. O empreendedor preenche um questionário, elaborado por especialistas em comércio exterior, e recebe uma avaliação, com recomendações baseadas nas respostas. O preenchimento demora cerca de 30 minutos. Segundo o Sebrae, a análise é a primeira fase de um processo de atendimento, que pode incluir uma consulta técnica e até uma visita de consultores à empresa.

Para Arnaldo Bacha, da Softex, uma das dicas de sucesso para empreender no exterior é investir em um estudo criterioso do produto que as empresas pretendem embrulhar para clientes estrangeiros. “É necessário avaliar a competitividade frente a outros players e verificar se há condições de atender uma demanda em crescimento”, afirma. “A inovação é importante e o investimento deve ser dirigido também ao desenvolvimento de itens de ponta, em termos de mercado e tecnologia”, acrescenta

Em um segundo momento, os empresários devem planejar como será tocada a operação externa, entender os mercados alvo e preparar a oferta para o consumo. Essa etapa pode abranger a “localização” do produto ou a tradução, para o idioma do país comprador, de manuais, rótulos ou, no caso de software, do conteúdo do programa. “Depois, deve-se preparar um plano de “ataque”, com um site bilíngue e uma equipe de atendimento”, afirma Bacha.

A Comprova.com, de comprovação legal de transações eletrônicas, ainda não tem faturamento no exterior, mas iniciou seu processo de internacionalização há um ano.

O trabalho da companhia é atestar o envio, recebimento, autoria e conteúdo de e-mails e contratos, com assinatura digital. “Esperamos faturar cerca de R$ 20 milhões em outros países, nos próximos dois anos”, afirma o presidente Marcos Nader, que comanda 90 funcionários. “Esses resultados virão por meio de parcerias na Europa e nos Estados Unidos.”

A nova fase da empresa ganhou um empurrão em março, depois de alguns contatos realizados durante uma feira de negócios em Hannover, na Alemanha. “Vamos adaptar o nosso serviço para cada país, usando parceiros locais”, diz Marcos Nader. “Agora, os investimentos concentram-se principalmente em pessoal, viagens e customização de produtos”, afirma.

Para Vincent Baron, diretor da consultoria Naxentia, especializada em transições críticas de empresas, é importante lembrar que a internacionalização não significa apenas fazer exportação. “Não é preciso montar uma estrutura física e ter funcionários em outros países. Pode-se promover o negócio por

Com negócios fora do país desde 2010, a Valuenet, da área de tecnologia da informação, planeja aumentar de 5% para 50% a participação dos negócios estrangeiros no faturamento, nos próximos dois anos. “Estamos montando equipes de vendas e marketing em escritórios no exterior”, revela o presidente da empresa, Sanjay Agarwal, indiano que mora no Brasil há dez anos e investiu R$ 2 milhões para iniciar a internacionalização da companhia.

Com faturamento anual de R$ 10 milhões, o negócio de 80 funcionários tem unidades no Rio de Janeiro e em São Paulo, além de Buenos Aires e em San José, na Califórnia. A meta de Agarwal para 2013 é expandir contratos nos Estados Unidos e na América Latina.

Apesar do fantasma da crise mundial, a Valuenet engrossa a lista de pequenos negócios que trabalham para fincar bandeiras no exterior e faturar em dólar. Para atingir esse estágio, contam com facilidades para destravar as vendas internacionais, como o envio de mercadorias pelos Correios, ou recorrem à instalação de operações em outros países. Segundo especialistas, a melhor ferramenta para conquistar novas fronteiras é ter um bom planejamento empresarial.

No ano passado, as exportações por envio postal no Brasil, que beneficiam principalmente as micro e pequenas empresas, atingiram o maior montante de valores enviados desde o surgimento da modalidade, em 1999. Foram mais de US$ 280 milhões remetidos em produtos para fora do país, utilizando a Declaração Simplificada de Exportação. O valor representa 8,2% a mais que o total despachado em 2010.

As exportações simplificadas são realizadas pelos Correios, por meio do programa Exporta Fácil, e por operadores privados. Em 2011, foram realizadas transações comerciais com 202 países e exportados 904 tipos de produtos. O principal destino são os EUA, com 24% de participação. Em seguida, aparecem a Argentina (6,51%) e o Chile (5,26%).

“O processo de internacionalização exige investimentos na identificação da demanda e da concorrência, além da adequação de produtos, precificação correta e instalação de postos avançados”, diz Arnaldo Bacha, vice-presidente executivo da Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex), que reúne mais de duas mil empresas.

Para conquistar compradores estrangeiros, as pequenas e médias empresas afirmam que é preciso suar a camisa para prospectar clientes, recrutar mão de obra qualificada, com fluência em idiomas, e entender as peculiaridades jurídicas e tributárias de cada país. Entre 2009 e 2010, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o número de micro e pequenas empresas exportadoras cresceu de 9,8 mil para 10,1 mil companhias. Já o volume exportado por essa faixa de negócios saiu de cerca de US$ 1,3 bilhão para US$ 1,9 bilhão.

Em quatro anos de existência, o Programa de Internacionalização da Micro e Pequena Empresa, criado pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) para incentivar parcerias entre o Brasil e o exterior, já atendeu cinco mil empreendimentos. “A maioria é de pequenos negócios, das áreas de fruticultura e moda, com uma demanda interna já consolidada”, explica Paulo Alvim, gerente de acesso a mercados da entidade.

Para quem deseja disparar um plano de expansão do zero, o programa oferece um diagnóstico on-line. O empreendedor preenche um questionário, elaborado por especialistas em comércio exterior, e recebe uma avaliação, com recomendações baseadas nas respostas. O preenchimento demora cerca de 30 minutos. Segundo o Sebrae, a análise é a primeira fase de um processo de atendimento, que pode incluir uma consulta técnica e até uma visita de consultores à empresa.

Para Arnaldo Bacha, da Softex, uma das dicas de sucesso para empreender no exterior é investir em um estudo criterioso do produto que as empresas pretendem embrulhar para clientes estrangeiros. “É necessário avaliar a competitividade frente a outros players e verificar se há condições de atender uma demanda em crescimento”, afirma. “A inovação é importante e o investimento deve ser dirigido também ao desenvolvimento de itens de ponta, em termos de mercado e tecnologia”, acrescenta

Em um segundo momento, os empresários devem planejar como será tocada a operação externa, entender os mercados alvo e preparar a oferta para o consumo. Essa etapa pode abranger a “localização” do produto ou a tradução, para o idioma do país comprador, de manuais, rótulos ou, no caso de software, do conteúdo do programa. “Depois, deve-se preparar um plano de “ataque”, com um site bilíngue e uma equipe de atendimento”, afirma Bacha.

A Comprova.com, de comprovação legal de transações eletrônicas, ainda não tem faturamento no exterior, mas iniciou seu processo de internacionalização há um ano.

O trabalho da companhia é atestar o envio, recebimento, autoria e conteúdo de e-mails e contratos, com assinatura digital. “Esperamos faturar cerca de R$ 20 milhões em outros países, nos próximos dois anos”, afirma o presidente Marcos Nader, que comanda 90 funcionários. “Esses resultados virão por meio de parcerias na Europa e nos Estados Unidos.”

A nova fase da empresa ganhou um empurrão em março, depois de alguns contatos realizados durante uma feira de negócios em Hannover, na Alemanha. “Vamos adaptar o nosso serviço para cada país, usando parceiros locais”, diz Marcos Nader. “Agora, os investimentos concentram-se principalmente em pessoal, viagens e customização de produtos”, afirma.

Para Vincent Baron, diretor da consultoria Naxentia, especializada em transições críticas de empresas, é importante lembrar que a internacionalização não significa apenas fazer exportação. “Não é preciso montar uma estrutura física e ter funcionários em outros países. Pode-se promover o negócio por

Com negócios fora do país desde 2010, a Valuenet, da área de tecnologia da informação, planeja aumentar de 5% para 50% a participação dos negócios estrangeiros no faturamento, nos próximos dois anos. “Estamos montando equipes de vendas e marketing em escritórios no exterior”, revela o presidente da empresa, Sanjay Agarwal, indiano que mora no Brasil há dez anos e investiu R$ 2 milhões para iniciar a internacionalização da companhia.

Com faturamento anual de R$ 10 milhões, o negócio de 80 funcionários tem unidades no Rio de Janeiro e em São Paulo, além de Buenos Aires e em San José, na Califórnia. A meta de Agarwal para 2013 é expandir contratos nos Estados Unidos e na América Latina.

Apesar do fantasma da crise mundial, a Valuenet engrossa a lista de pequenos negócios que trabalham para fincar bandeiras no exterior e faturar em dólar. Para atingir esse estágio, contam com facilidades para destravar as vendas internacionais, como o envio de mercadorias pelos Correios, ou recorrem à instalação de operações em outros países. Segundo especialistas, a melhor ferramenta para conquistar novas fronteiras é ter um bom planejamento empresarial.

No ano passado, as exportações por envio postal no Brasil, que beneficiam principalmente as micro e pequenas empresas, atingiram o maior montante de valores enviados desde o surgimento da modalidade, em 1999. Foram mais de US$ 280 milhões remetidos em produtos para fora do país, utilizando a Declaração Simplificada de Exportação. O valor representa 8,2% a mais que o total despachado em 2010.

As exportações simplificadas são realizadas pelos Correios, por meio do programa Exporta Fácil, e por operadores privados. Em 2011, foram realizadas transações comerciais com 202 países e exportados 904 tipos de produtos. O principal destino são os EUA, com 24% de participação. Em seguida, aparecem a Argentina (6,51%) e o Chile (5,26%).

“O processo de internacionalização exige investimentos na identificação da demanda e da concorrência, além da adequação de produtos, precificação correta e instalação de postos avançados”, diz Arnaldo Bacha, vice-presidente executivo da Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex), que reúne mais de duas mil empresas.

Para conquistar compradores estrangeiros, as pequenas e médias empresas afirmam que é preciso suar a camisa para prospectar clientes, recrutar mão de obra qualificada, com fluência em idiomas, e entender as peculiaridades jurídicas e tributárias de cada país. Entre 2009 e 2010, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o número de micro e pequenas empresas exportadoras cresceu de 9,8 mil para 10,1 mil companhias. Já o volume exportado por essa faixa de negócios saiu de cerca de US$ 1,3 bilhão para US$ 1,9 bilhão.

Em quatro anos de existência, o Programa de Internacionalização da Micro e Pequena Empresa, criado pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) para incentivar parcerias entre o Brasil e o exterior, já atendeu cinco mil empreendimentos. “A maioria é de pequenos negócios, das áreas de fruticultura e moda, com uma demanda interna já consolidada”, explica Paulo Alvim, gerente de acesso a mercados da entidade.

Para quem deseja disparar um plano de expansão do zero, o programa oferece um diagnóstico on-line. O empreendedor preenche um questionário, elaborado por especialistas em comércio exterior, e recebe uma avaliação, com recomendações baseadas nas respostas. O preenchimento demora cerca de 30 minutos. Segundo o Sebrae, a análise é a primeira fase de um processo de atendimento, que pode incluir uma consulta técnica e até uma visita de consultores à empresa.

Para Arnaldo Bacha, da Softex, uma das dicas de sucesso para empreender no exterior é investir em um estudo criterioso do produto que as empresas pretendem embrulhar para clientes estrangeiros. “É necessário avaliar a competitividade frente a outros players e verificar se há condições de atender uma demanda em crescimento”, afirma. “A inovação é importante e o investimento deve ser dirigido também ao desenvolvimento de itens de ponta, em termos de mercado e tecnologia”, acrescenta

Em um segundo momento, os empresários devem planejar como será tocada a operação externa, entender os mercados alvo e preparar a oferta para o consumo. Essa etapa pode abranger a “localização” do produto ou a tradução, para o idioma do país comprador, de manuais, rótulos ou, no caso de software, do conteúdo do programa. “Depois, deve-se preparar um plano de “ataque”, com um site bilíngue e uma equipe de atendimento”, afirma Bacha.

A Comprova.com, de comprovação legal de transações eletrônicas, ainda não tem faturamento no exterior, mas iniciou seu processo de internacionalização há um ano.

O trabalho da companhia é atestar o envio, recebimento, autoria e conteúdo de e-mails e contratos, com assinatura digital. “Esperamos faturar cerca de R$ 20 milhões em outros países, nos próximos dois anos”, afirma o presidente Marcos Nader, que comanda 90 funcionários. “Esses resultados virão por meio de parcerias na Europa e nos Estados Unidos.”

A nova fase da empresa ganhou um empurrão em março, depois de alguns contatos realizados durante uma feira de negócios em Hannover, na Alemanha. “Vamos adaptar o nosso serviço para cada país, usando parceiros locais”, diz Marcos Nader. “Agora, os investimentos concentram-se principalmente em pessoal, viagens e customização de produtos”, afirma.

Para Vincent Baron, diretor da consultoria Naxentia, especializada em transições críticas de empresas, é importante lembrar que a internacionalização não significa apenas fazer exportação. “Não é preciso montar uma estrutura física e ter funcionários em outros países. Pode-se promover o negócio por meio de alianças ou joint ventures”, diz. “Com isso, é possível minimizar dificuldades como tributação, legislação e custos locais”, observa.

Por Jacilio Saraiva | Para o Valor, de São Paulo | Valor Econômico 

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