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Enquanto que as exportações e importações brasileiras registraram recordes no período de janeiro a maio deste ano, as operações realizadas pelo Espírito Santo seguiram uma trajetória diferente: as vendas para o exterior ficaram negativas em 11% e as compras efetuadas de outros países tiveram o pior desempenho do ano, com queda de 10%, se comparado com os números do mesmo período de 2011.

Os dados foram divulgados pelo Sindicato do Comércio de Exportação e Importação do Espírito Santo (Sindiex), usando como base o levantamento feito pelo Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). A corrente de comércio do Estado está negativa em 11%, no período analisado.

As importações capixabas somaram de janeiro a maio deste ano um volume de US$ 3,62 bilhões, o que significou um recuo de 10%, se comparado com o montante acumulado no mesmo período de 2011, que foi de US$ 4,05 bilhões. Na análise do primeiro quadrimestre do ano, a queda registrada foi de 6%.

Os principais produtos importados foram: têxteis, que registrou alta de 18%; e máquinas e equipamentos, com 2%. As demais mercadorias com alta participação na pauta de importações do Estado registraram queda. Caso como do carvão mineral, que teve um desempenho inferior de 59%; pneus, com -22%; automóveis, com queda de 19%; e equipamentos eletrônicos, com -16%.

Representando 3,96% das importações realizadas pelo Brasil, os principais países de origem dos produtos importados pelo Espírito Santo foram China, Estados Unidos, Holanda, Argentina e Japão. No que diz respeito aos blocos, os destaques ficaram para Ásia (com exceção do Oriente Médio), União Europeia, Estados Unidos (incluindo Porto Rico), Oriente Médio e Mercosul.

“O setor passa por um período de incerteza e, consequentemente, há um reflexo nos negócios. A classe empresarial junto com o Governo do Estado busca alternativas para dar continuidade às operações a partir de 2013, mesmo com uma alíquota única de 4% do ICMS. Será um esforço coletivo, mas estamos confiantes que iremos vencer esse novo desafio”, explicou o presidente do Sindiex, Severiano Imperial.

O Brasil registrou um crescimento de 6% nas importações nos cinco primeiros meses deste ano, passando de um montante de US$ 86,08 bilhões em 2011 para US$ 91,59 bilhões. Bens de capital – puxado por equipamentos para siderurgia –, matérias-primas, combustíveis e bens de consumo foram responsáveis pelo desempenho positivo.

No que diz respeito às exportações, o Espírito Santo registrou se manteve com uma queda de 11% nas vendas ao mercado externo, passando de um montante de US$ 5,90 bilhões de janeiro a maio de 2011 para US$ 5,24 bilhões no mesmo período deste ano. Já as exportações brasileiras tiveram um aumento de 3%, passando de US$ 94,61 bilhões para US$ 97,86 bilhões.

Dos itens da pauta capixaba que foram responsáveis por essa redução, estão: minério de ferro, que teve uma queda de 21%; o café, com 15%; e o ferro e aço, que registrou uma desaceleração de 12%. Por outro lado, as rochas ornamentais registraram no período um aumento nos negócios no mercado internacional de 18%, e a celulose com 8%.

Representando 5,36% das exportações brasileiras, os principais destinos das exportações capixabas foram China, Estados Unidos, Argentina, Alemanha e Coréia do Sul. No que diz respeito aos blocos, os destaques foram: Ásia, União Europeia, Estados Unidos, Associação Latino-Americana de Integração (Aladi) e Mercosul.

Para Imperial, as perspectivas não são muito favoráveis às exportações brasileiras por conta das crises no mercado internacional. Tudo vai depender da política interna, como redução de juros, manutenção do câmbio e do Custo Brasil, além da tomada de decisões nos países afetados.

Folha Vitória

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