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O presidente da Ford Brasil e Mercosul, Marcos de Oliveira, pontuou a contínua perda de competitividade externa como o grande desafio a ser enfrentado pela indústria brasileira. Em manifestação na Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) de Caxias do Sul, o executivo defendeu a necessidade de esforços da iniciativa privada e do setor público para encontrar soluções que resolvam esta situação no médio e longo prazo.
Ele exemplificou a gravidade do atual cenário com as exportações de veículos. Em 2011 as vendas externas cresceram 8% em volumes sobre o ano de 2010, totalizando 542 mil unidades. No entanto, em passado muito próximo este número era de 750 mil veículos. Para 2012 projeta redução de 5,5%, para algo próximo a 510 mil unidades. “Em qualquer parte do mundo o preço de venda do veículo brasileiro é mais caro.”
Tomando por base o indicador 100 como preço de venda de um veículo na China, Oliveira afirmou que no Brasil este valor é 60% superior. Na Índia a cifra é 5% mais cara na comparação com o chinês e, no México, 20%. Segundo ele, a causa não se restringe ao aspecto cambial. Envolve os custos de mão de obra, de insumos, como o aço, de gestão da administração, de logística e manufatura, e componentes automotivos.
O presidente da Ford entende que a indústria precisa continuar investindo para ser mais eficiente, mas cobrou ações do governo para aliviar a carga tributária e melhorar a relação cambial. Depois de lembrar que o Brasil teve superávit comercial de US$ 30 bilhões em 2011, basicamente em razão do agronegócio, reforçou as estimativas de especialistas de queda deste indicador para US$ 20 bilhões neste ano. “Embora seja a 6ª maior economia do mundo, o Brasil ocupa a 53ª posição no Índice de Competitividade Global, e isto se reflete diretamente na produção.”
Roberto Hunoff | Jornal do Comércio


