Economia — 11 novembro 2008
A china desacelera o seu comércio exterior.  E o Brasil, como fica?

Por Carlos Araújo

Vem do oriente uma notícia nada animadora para as empresas exportadoras brasileiras. A China desacelerou o seu comércio exterior em outubro, e viu suas exportações serem reduzidas em quase 20%, segundo informações oficiais do governo chinês.

No mês de outubro, as vendas externas chinesas ficaram na casa dos USD 128 bilhões, e as importações em USD 93 bilhões, gerando um saldo comercial no mês de USD 35 bilhões. Esta queda foi explicada, segundo estatísticas oficiais, pela crise da economia global.

A título de informação, o valor mensal das exportações chinesas corresponde a quase um ano de exportações brasileiras, mas em se tratando daquele país, esta redução pode ter impacto significativo na economia local e global.

Outro dado importante, e para desespero do comércio mundial, pela primeira vez nos últimos cinco anos, a China não deverá crescer acima dos 10%, devendo ficar entre 7% e 8%, o que para o mundo é ótimo para eles não é tão bom assim.

Para reverter esta situação, o governo chinês anunciou um pacote de quase USD 500 bilhões para os próximos dois anos, no setor de infra-estrutura, logística e comércio externo, tudo para fortalecer a economia interna e manter firme o rápido crescimento.

Para o Brasil esta pode ser uma ótima notícia, pois dependemos fortemente das exportações agrícolas e de commodities metálicas para a Ásia, e a China é o maior comprador destes nossos produtos.


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