Por Carlos Araújo | @comexblog
No começo do ano, o setor siderúrgico nacional foi beneficiado por uma medida protecionista do governo brasileiro aumentando a alíquota do imposto de importação, que até então era de zero, para 12%.
As maiores beneficiadas desta festa foram Usiminas e CSN, e a justificativa era a necessidade de proteção à indústria nacional contra as importações de aço chinês. Na prática, a pressão dos empresários do setor fez a diferença.
E depois de protegida o que fizeram as empresas? Bem, o que manda o manual do protecionismo: aumentar o preço do produto interno já que não há concorrentes para brigar por preço.
E foi isto que aconteceu nas últimas semanas, quando o setor foi surpreendido com a notícia de que haveria um aumento médio da ordem de 10% nos preços. Rapidamente, o governo desaconselhou tal medida e acenou com a possibilidade de reduzir ou até mesmo voltar a zerar as alíquotas de imposto de importação do aço, caso este aumento aconteça.
Mesmo com a desaceleração global da economia, o mercado interno brasileiro deu sinais de aquecimento na demanda por produtos siderúrgicos. A indústria automobilística, a principal vedete do crescimento econômico, e a indústria de linha branca e setores correlatos seriam os maiores prejudicados.
A reação dos empresários do setor siderúrgicos foi imediata. Disseram que uma eventual abertura à concorrência estrangeira poderia ser negativa para investimentos futuros.
Aumentar o preço pode, mas trazer concorrência não? Fala sério!




