Por Carlos Araújo
No primeiro quadrimestre de 2009 deixamos de exportar US$ 2 bilhões em carros, se comparado com 2008 e isto já afeta a produção nacional de automóveis. Estes números são da Folha de São Paulo de 09/05.
Mesmo com a prorrogação do IPI, esta queda de 52% nas exportações não pode ser evitada. É uma redução brusca, que pode ser explicada pela diminuição das vendas externas para mercados tradicionais de exportação.
Nosso maior comprador de carro, a Argentina, reduziu seu ritmo de compra em 54%. O México, 41%, a União Européia em 51%. Estes três mercados juntos respondem por mais de 2 terços das vendas externas do Brasil. É um número muito assustador.
E com exportações em baixa, a produção interna teve uma queda de 15,8% se comparado ao mesmo período de 2008 e de -16,4% no quadrimestre de 2009. Parte desta redução pode ser explicada pela redução das exportações, mas também pela antecipação das vendas de março e pelos diversos feriados do mês de abril.
E qual a consequência disto? Com as vendas externas em baixa, o jeito vai ser focar no mercado interno ou abrir mercados alternativos, como a China. O carro brasileiro não está perdendo mercado externo, mas está sofrendo com a queda generalizada da economia global.
Na contramão, a China no mês de abril vendeu 1,15 milhão de novos automóveis, com um aumento de 25% ao mesmo período do ano passado. E este é o quinto mês seguido que o setor registra expansão em vendas.
São 5 vezes o total produzido pelo Brasil em um mês!!! Talvez esta fosse a chance de buscarmos caminhos alternativos para os carros made in brazil.
(tt)
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