Por Carlos Araújo | @comexblog
Pela quarta vez neste ano, o Governo Federal revisou a sua meta de exportação. Com um aumento de quase 26% em relação a 2007, a estimativa agora está em USD 202 bilhões.
Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), este novo valor reflete a alta dos preços dos produtos básicos, e um pequeno aumento no volume de exportações de minérios e ferro. E isto é preocupante.
Com a crise norte-americana a todo vapor, dever-se-ia esperar um aumento nas exportações com agregação de valor ao produto final, e não por causa de um aumento de demanda e/ou um aumento de preços de produtos na qual as empresas brasileiras dominam a produção no mercado mundial.
Apesar do bom desempenho de empresas de segmentos cujo produto final tem valor adicionado, como tratores, aviões e caminhões, não é bom receber a notícia de que nossa meta de exportação foi revista baseado no mercado de commodities.
Segundo informações da Secex, há produtos que estão com preços de quase 100% acima em relação ao ano anterior. Carne bovina, Ferro gusa, óleo de soja em bruto e minério de ferro contemplam esta lista.
Ou seja, mesmo depois de vários anos de sucessivos superávits comerciais na balança, o Brasil ainda continua um gigante exportador de produtos de baixo valor agregado, principalmente para o mercado Chinês. E esta bolha, afirmam alguns analistas, pode ser estourada em um futuro próximo.



