Por Carlos Araújo
O Espírito Santo viveu nos últimos anos um forte crescimento econômico, e uma parcela enorme deste crescimento pode ser explicada pelas atividades de importação ou exportação capixabas, segundo pesquisa divulgada pelo Instituto Jones dos Santos Neves.
Em 2005, segundo o estudo, as atividades de comércio exterior responderam por quase 80% do PIB estadual. E este setor representa uma parcela importante na geração de empregos no Espírito Santo.
A notícia ruim, se é que podemos falar assim, é que grande parte desta formação de riqueza, 72,82% das receitas de exportação, foi gerada por poucas empresas e de grande porte. Essencialmente, empresas como Companhia Siderúrgica Arcelor Mittal Tubarão (24,5%), Samarco Mineração S/A (20,45%), Companhia Vale do Rio Doce (16,78%) e Aracruz Celulose S/A (11,43%), dominam o comércio exterior capixaba em divisas de exportação.
Estes números demonstram um alto grau de abertura do comércio exterior capixaba, algo observado apenas nos países emergentes mais dinâmicos da economia internacional, e servem como parâmetros de avaliação da capacidade produtiva de uma economia.
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