Por Carlos Araújo
Com a crise global atingindo os diversos mercados latino-americanos, desta vez foi o Brasil que ‘engrossou o caldo’ para o lado dos hermanos. A bola da vez argentina foi o leite e seus derivados.
Um colegiado de sete ministrou autorizou o governo brasileiro a implantar o sistema de licenciamento não-automático para a importação de tais produtos.
Na prática, toda vez que um importador brasileiro for fazer um pedido ao exportador argentino, terá que primeiro solicitar ao SECEX a autorização para importar. Esta etapa é prévia ao embarque, e o não deferimento deste licenciamento pode gerar multa aduaneira, além de atraso na nacionalização. De certa forma, isto é um retrocesso e vai de encontro a tudo que as autoridades brasileiras preconizam de livre-comércio.
Porém, o governo quer monitorar os pedidos de importação e barrar, nas palavras do próprio Ministério do Desenvolvimento, aquelas operações que não tem sustentação econômica. O que isto quer dizer? Boa pergunta, caro leitor. Mas antes de tomar esta decisão, o governo foi tentar um acordo com os Argentinos e que não obteve sucesso.
Tal medida foi tomada depois que as autoridades brasileiras identificaram um surto de importações de lácteos da Argentina e que a Confederação da Agricultura Pecuária suspeita que os exportadores argentinos estão trazendo produtos da União Européia e Nova Zelândia e vendendo aos Brasileiros, numa espécie de operação triangulada.
Para se ter uma idéia de quantidade/valor, a tonelada do leite em pó vendido pela Argentina está chegando ao Brasil a US$ 1,8 mil, mas o preço internacional está acima de R$ 2,4 mil. E o governo brasileiro não acredita que a Argentina tenha produção suficiente para vender em grande quantidade para o Brasil, para exportar para a Venezuela e ainda atender seu mercado interno.
Espertinhos estes Argentinos, não?
(tlt)
Envie para um amigo









A prática de interposição fraudulenta e a denúncia penal por descaminho
Parabéns pelo excelente artigo. O STF confirma sua sete da extinção d
Nossos fundamentos econômicos
Ótimo Artigo! Infelizmente eu não vejo o Brasil mudando tão cedo. Temo
Hidrovia e o Brasil de sempre
Eu entendo que a classe "politica" do Brasil nem sabe definir o que si
O que o comércio exterior espera do Brasil em 2012
O que nos impossibilita de crescer mais rápido são as mesmas medidas q
O que o comércio exterior espera do Brasil em 2012
Caro Carlos o quadro que voce pinta è de um lado, triste para o comerc