A crise internacional chega ao setor portuário

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Por Carlos Araújo @comexblog

Os portos brasileiros começaram a ser afetados pela redução das exportações e importações do Brasil.  A crise internacional e a queda no comércio bateu com força no mercado de carga geral, cargas em contêineres e produtos de alto valor agregado.

Os números do mercado já falam numa redução de 25% dos volumes de cargas.  Setores como minério, celulose, siderurgia foram os mais atingidos.  Nas importações, fertilizantes e naftas acumularam perdas de embarque em mais de 50%.

Muitos já esperavam pela redução da demanda nos meses de janeiro e fevereiro.  Entretanto, a crise econômica aprofundou ainda mais a queda das exportações neste início de ano.

Com a crise, o preço dos fretes a granel e de afretamento de navios teve uma redução expressiva, de quase 19%. No mercado de contêiner, a redução do frete chegou a 20%. Com um frete menor, muitos armadores reduziram sua frota e começaram a ajustar seus custos.  A boa notícia é que o preço do combustível também caiu, possibilitando aos transportadores um “oxigênio” para passar o turbulento ano de 2009.

E os terminais portuários não ficaram imunes a esta crise.  Muitos armadores já abriram um novo processo de negociação para redução das tarifas praticadass, com a contra partida de alongamento de contratos.  É a moeda de troca em momentos de crise:  Uma parte oferece preços menores enquanto a outra oferece fidelidade.

Estima-se que no ano de 2009 haja uma redução de 25% do número de contêineres movimentados, em relação a 2008. A previsão para este ano é de que o Brasil movimente 3,62 milhões de TEUs (sigla em inglês que designa o contêiner equivalente a 20 pés).



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Sobre o autor

Professor Universitário, Especialista em Logística e Comércio Internacional, Despachante Aduaneiro atuante no Porto de Vitória com extensão em vários outros estados. Articulista do site Logística Descomplicada e Editor do site comexblog.com. Siga-o no Twitter @CarlosAraujoAG

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  • Carlos Roberto Carpe

    Prezado Sr. Carlos.

    Morei mais de 20 anos em Vitória, de onde me afastei em 2001 para assumir o cargo de Gerente de Desenvolvimento e de Regulação da ANTAQ em Brasília. Apesar disto ainda mantenho raízes afetivas aí em Vitória. Após deixar a ANTAQ no final de 2008 voltei a minha atividade no direito marítimo, agora no Escritório Jurídico Carbone, no Rio de Janeiro.

    Achei muito interessante o seu artigo, mormente por abordar um tema tão relevante para a nossa economia, como é o transporte marítimo – e aqui incluo os portos -, e os inevitáveis efeitos da crise econômica mundial sobre o segmento, a qual, lamentavelmente, apesar das evidências, os governos (em todos os níveis), as autoridades do segmento marítimo e portuário, e até mesmo alguns empresários, teimam em ignorar, como se esperassem que a "tsunami" venha passar sem causar muitos estragos.

    Não se trata de ser pessimista, mas não comungo com aqueles que acham que estamos imunes aos efeitos da economia mundial, pois isso seria negar o fato incontestável que o caráter transnacional do transporte marítimo de cargas e a sua condição insepáravel dos portos, ignorando que é impossível se tomar medidas para resolver os problemas do transporte, sem integrá-lo aos portos, a multimodalidade e a logísitica internacional de carga, que privilegia a distância econômica em detrimento da distância física. Aliás, na ANTAQ convivi longo tempo com essa visão limitada do segmento, a qual, infelizmente ainda prevalece nas decisões regulatórias sobre o transporte aquaviário em todos os níveis de Governo.

    De qualquer forma parabens pelo artigo.

    Colocando-me à disposição, espero conhece-lo breve.

    Abraços

    Carlos Roberto Carpes

    Advogado

    , que começa e termina em um porto comercial, na atualidade é uma atividade globalizada,