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	<title>Comexblog &#187; Economia</title>
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	<description>- O Seu Canal de Comércio Exterior</description>
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		<title>A crise mundial e o comércio exterior</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Feb 2010 12:54:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Araújo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Exportação]]></category>
		<category><![CDATA[Importação]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Carlos Araújo*
2009 será lembrado como o ano das previsões catastróficas em relação ao comércio mundial. Pessimistas e otimistas geravam suas previsões, todas elas com números assustadores.  E esta crise, que começou em 2008 e afetou vários setores da economia no ano seguinte, fez de vítima as exportações e importações brasileiras.
Tudo começou no mercado hipotecário [...]


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Por <strong>Carlos Araújo*</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.comexblog.com.br/wp-content/uploads/2010/02/FotosBlog057.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-2619" title="FotosBlog057" src="http://www.comexblog.com.br/wp-content/uploads/2010/02/FotosBlog057.jpg" alt="" width="220" height="154" /></a>2009 será lembrado como o ano das previsões catastróficas em relação ao comércio mundial. Pessimistas e otimistas geravam suas previsões, todas elas com números assustadores.  E esta crise, que começou em 2008 e afetou vários setores da economia no ano seguinte, fez de vítima as exportações e importações brasileiras.</p>
<p style="text-align: justify;">Tudo começou no mercado hipotecário norte-americano que desencadeou sua mais grave crise no setor imobiliário. As hipotecas na modalidade <em>subprime &#8211; </em>aquelas que apresentam maior risco de não serem pagas e cujos beneficiários eram pessoas com histórico de inadimplência &#8211; geraram pânico no mercado doméstico dos Estados Unidos e rapidamente se alastraram para o resto do mundo.<span id="more-2620"></span></p>
<p style="text-align: justify;">E como os EUA são os maiores consumidores do mundo, é fácil entender a devastação na economia mundial em tão pouco tempo. No caso brasileiro, o impacto no comércio externo foi forte já em janeiro de 2009, quando tivemos o primeiro déficit comercial dos últimos oito anos.</p>
<p style="text-align: justify;">E o motivo para essa retração foi a excessiva pauta concentrada nas exportações brasileiras, aliado a situações menos favoráveis no comércio mundial.  Se no passado a trajetória dos preços das <em>commodities</em> era de alta, 2009 marcou uma inversão contundente neste cenário.  O primeiro e o segundo trimestre não foram de boas notícias para as empresas exportadoras brasileiras e a solução foi se voltar para o mercado doméstico.</p>
<p style="text-align: justify;">A história demonstra que em situações de crise econômica, há uma forte tendência de os investimentos serem suspensos ou limitados.  Mas, não foi isto que aconteceu no Brasil. Em direção contrária, empresas brasileiras e governo federal viram no mercado interno a sua única possibilidade de crescimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Renúncia fiscal para setores importantes da economia brasileira e fartura de crédito pelos bancos administrados pelo governo, foram o remédio para amenizar os efeitos da crise internacional e evitar uma influência negativa no crescimento do PIB no ano de 2009.</p>
<p style="text-align: justify;">No Brasil, a recessão chegou no último trimestre de 2008 e foi embora a partir de junho de 2009.  Fomos o último a entrar e o primeiro a sair. Enquanto as portas do mercado externo se fechavam para os nossos produtos, os estímulos ao consumo interno foram vitais para que essa crise não tivesse aqui a dimensão que teve em outros países</p>
<p style="text-align: justify;">Em Novembro de 2009, a balança comercial ficou positiva em de US$ 615 milhões, com uma média diária de US$ 30,8 milhões. As exportações brasileiras alcançaram US$ 12,653 bilhões e as importaões chegaram a US$ 12,038 bilhões.</p>
<p style="text-align: justify;">Considerando os últimos 12 meses, tivemos uma retração de 23,9% para as exportações e 26,3% para a importação. Para a Funcex (Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior), o Brasil deve fechar este ano com US$ 152 bilhões em exportações, uma redução de 23% ao ano anterior.</p>
<p style="text-align: justify;">Mesmo com todos estes números negativos, analistas e governo federal afirmam que a retomada da economia passará pelo mercado interno, mas também pelo mercado externo. Superada a fase aguda, Estados Unidos e China serão as potências capazes de fazer a roda voltar a girar no comércio global.</p>
<p style="text-align: justify;">2010 será um ano de retomada para todos os estados com vocação externa, como o Espírito Santo.  Temos várias empresas com <em>expertise</em> nos negócios internacionais, que saberão aproveitar as oportunidades que estão por nascer.</p>
<p style="text-align: justify;">Para isso, precisarão de profissionais que tenham visão global da economia, que entendam de logística, de transportes e que se interessem pela cultura dos povos envolvidos nas transações comerciais.  A tônica será a profissionalização em comércio exterior.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>* Publicado no Jornal A Tribuna/ES, em 17/02/2010, p.23</em></strong><strong><em></em></strong></p>


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		<title>Comércio Exterior:  a retomada do crescimento da economia brasileira</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Feb 2010 15:50:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Araújo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Carlos Araújo*
Mesmo com os anos de 2008 e 2009 em crise internacional, e que afetou duramente a balança comercial brasileira, o comércio exterior não perdeu o seu brilho para aqueles que buscam uma carreira de sucesso e com muito dinamismo.
Nem o déficit comercial de US$ 166 milhões em janeiro de 2010 retirou dos analistas [...]


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Por <strong>Carlos Araújo*</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.comexblog.com.br/wp-content/uploads/2010/02/FotosBlog0541.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-2606" title="FotosBlog055" src="http://www.comexblog.com.br/wp-content/uploads/2010/02/FotosBlog0541.jpg" alt="" width="181" height="165" /></a>Mesmo com os anos de 2008 e 2009 em crise internacional, e que afetou duramente a balança comercial brasileira, o comércio exterior não perdeu o seu brilho para aqueles que buscam uma carreira de sucesso e com muito dinamismo.</p>
<p style="text-align: justify;">Nem o déficit comercial de US$ 166 milhões em janeiro de 2010 retirou dos analistas e do Governo Federal o otimismo e a crença geral de que a retomada da economia passará pelo mercado interno, mas também pelo mercado externo.  EUA e na China, depois de superada a fase aguda da crise, serão as molas propulsoras capazes de fazer a roda da economia mundial voltar a girar.</p>
<p style="text-align: justify;">O ano que se inicia será o da retomada dos negócios para aqueles com vocação para o comércio exterior.  Empresas com <em>expertises</em> em negócios internacionais saberão aproveitar as oportunidades que estão para nascer e buscarão no mercado as melhores pessoas para compor suas equipes.<span id="more-2605"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Para participar deste novo ciclo de crescimento, os profissionais precisarão ter uma visão global da economia, entender de logística de transportes, e também ter interesse por diferentes culturas. E a faculdade é o caminho mais objetivo para a sua inserção nesta nova arquitetura.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, será preciso falar mais de um idioma e se capacitar nos procedimentos alfandegários e conhecer a legislação aduaneira.  O Brasil é conhecido pela sua enorme burocracia nos trâmites na aduana, e qualquer erro, por mais simples que possa ser, reduz a eficácia operacional da empresa, além de gerar multas e atrasos comerciais.</p>
<p style="text-align: justify;">A nova onda, a da internacionalização das empresas brasileiras, veio para ficar.  E esse cenário adiciona novas perspectivas de mercado para todos os envolvidos no comércio exterior.</p>
<p style="text-align: justify;">* Escrito originalmente para ser publicado no blog <a href="http://blog.brascomexgroup.com/?p=245" target="_blank">BrascomexBlog</a></p>
<p style="text-align: justify;">(tlt)</p>


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		<title>A falta de eficácia da alfândega brasileira atrasa o crescimento do país.</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Jan 2010 21:21:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Araújo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Despacho Aduaneiro]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Carlos Araújo
Esta não é uma boa notícia a ser dada, mas quem trabalha no comércio exterior sabe que o título é apropriado as nossas operações aduaneiras, e que o comércio exterior brasileiro não deslancha, em parte, pelo excesso de zelo e burocracia dos órgãos fiscalizadores nas importações e exportações.
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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Por <strong>Carlos Araújo</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.comexblog.com.br/wp-content/uploads/2010/01/FotosBlog046.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-2482" title="FotosBlog046" src="http://www.comexblog.com.br/wp-content/uploads/2010/01/FotosBlog046.jpg" alt="" width="166" height="165" /></a>Esta não é uma boa notícia a ser dada, mas quem trabalha no comércio exterior sabe que o título é apropriado as nossas operações aduaneiras, e que o comércio exterior brasileiro não deslancha, em parte, pelo excesso de zelo e burocracia dos órgãos fiscalizadores nas importações e exportações.</p>
<p style="text-align: justify;">A <strong>Folha de São Paulo</strong> de 15/01/2010, na coluna Dinheiro, trouxe a informação que o Brasil não avança mais os seus negócios internacionais por causa da Alfândega e dos procedimentos aduaneiros, segundo o ranking de logística elaborado pelo Banco Mundial.  O país está atrás de emergentes como China, África do Sul, Malásia e Turquia.<span id="more-2480"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Esse relatório mede a capacidade dos países de transportar bens, e conectar indústrias e consumidores aos mercados internacionais. E a eficácia da alfândega e de outros órgãos de controle de produtos e fronteiras, foi a variável negativa para o Brasil, que ficou 82º nessa avaliação, e em 41ª na posição geral.</p>
<p style="text-align: justify;">É bem verdade que do último relatório (2007) para este, o país avançou 20 posições, e na América Latina está à frente do México, Peru e Argentina.  Entretanto, muita coisa precisa ser mudada para o país assumir o papel de <em>Global Trader</em> e subir o valor percentual do total comercializado no mundo, que hoje não ultrapassa os 2%.</p>
<p style="text-align: justify;">A título de informação, no Brasil são necessários <strong>5,5 dias</strong>, em média, para que uma mercadoria seja liberada.  No Chile, nosso vizinho mais avançado, apenas <strong>1,3 dias</strong>, e em Hong Kong e Finlândia, apenas <strong>24 horas</strong>.  Comparando o nosso país com outros, estamos na Idade da Pedra Lascada.</p>
<p style="text-align: justify;">Sabemos, também, que apenas melhorar e reduzir o processo burocrático alfandegário é muito pouco para nos tornarmos os melhores no quesito ‘logística’.  É preciso investir na qualidade da infraestrutura de transportes, na facilidade de embarques e na competência da indústria logística local precisam ser melhoradas.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, aumentar <a href="http://www.comexblog.com.br/post/a-baixa-produtividade-nos-servicos-aduaneiros-brasileiro/" target="_blank">a produtividade nos serviços aduaneiros</a> prestados pelas diversas autoridades envolvidas no comércio exterior no Brasil é vital ao crescimento do comércio.</p>
<p style="text-align: justify;">Precisamos, por exemplo, que a  Alfândega do Porto de Santos, a maior do país, não trabalhe apenas em horário comercial, enquanto todos os portos importantes do mundo funcionam 24 horas por dia, 7 dias por semana.</p>
<p style="text-align: justify;">Precisamos que a Alfândega Brasileira deixe de ser do tempo do Império e passe a ser da Sociedade da Informação, em que tudo segue à velocidade do bit/byte.</p>
<p style="text-align: justify;">(tlt)</p>


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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>O setor siderúrgico nacional foi beneficiado e agora quer aumentar o preço do aço no mercado interno</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Oct 2009 14:50:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Araújo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Carlos Araújo
No começo do ano, o setor siderúrgico nacional foi beneficiado por uma medida protecionista do governo brasileiro aumentando a alíquota do imposto de importação, que até então era de zero, para 12%.
As maiores beneficiadas desta festa foram Usiminas e CSN, e a justificativa era a necessidade de proteção à indústria nacional contra as [...]


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Por <strong>Carlos Araújo</strong></p>
<p style="text-align: justify;">No começo do ano, o setor siderúrgico nacional foi beneficiado por uma medida protecionista do governo brasileiro aumentando a alíquota do imposto de importação, que até então era de zero, para 12%.</p>
<p style="text-align: justify;">As maiores beneficiadas desta festa foram <strong>Usiminas </strong>e <strong>CSN</strong>, e a justificativa era a necessidade de proteção à indústria nacional contra as importações de aço chinês.  Na prática, a pressão dos empresários do setor fez a diferença.<span id="more-1693"></span></p>
<p style="text-align: justify;">E depois de protegida o que fizeram as empresas?  Bem, o que manda o manual do protecionismo: <strong>aumentar o preço do produto interno</strong> já que não há concorrentes para brigar por preço.</p>
<p style="text-align: justify;">E foi isto que aconteceu nas últimas semanas, quando o setor foi surpreendido com a notícia de que haveria um aumento médio da ordem de 10% nos preços.  Rapidamente, o governo desaconselhou tal medida e acenou com a possibilidade de reduzir ou até mesmo voltar a zerar as alíquotas de imposto de importação do aço, caso este aumento aconteça.</p>
<p style="text-align: justify;">Mesmo com a desaceleração global da economia, o mercado interno brasileiro deu sinais de aquecimento na demanda por produtos siderúrgicos.  A indústria automobilística, a principal vedete do crescimento econômico, e a indústria de linha branca e setores correlatos seriam os maiores prejudicados.</p>
<p style="text-align: justify;">A reação dos empresários do setor siderúrgicos foi imediata.  Disseram que uma eventual abertura à concorrência estrangeira poderia ser negativa para investimentos futuros.</p>
<p style="text-align: justify;">Aumentar o preço pode, mas trazer concorrência não? Fala sério!</p>
<p style="text-align: justify;">(tlt)</p>


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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>A estrela da economia brasileira na crise: a classe C</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Sep 2009 14:53:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Araújo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>

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		<description><![CDATA[Por: Priscilla Del Carpio Cordeiro 
A declaração mais recente do presidente Lula foi um elogio e uma massagem ao ego aos que ele classifica como os mais pobres, considerando-os como sustentadores da economia brasileira neste período de crise mundial (para alguns analistas já estamos saindo dela).
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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Por: Priscilla Del Carpio Cordeiro </strong></p>
<p style="text-align: justify;">A declaração mais recente do presidente Lula foi um elogio e uma massagem ao ego aos que ele classifica como os mais pobres, considerando-os como sustentadores da economia brasileira neste período de crise mundial (para alguns analistas já estamos saindo dela).</p>
<p style="text-align: justify;">Atrás desta declaração existem outros fatores muito interessantes que de fato sustentaram a economia brasileira na crise mundial.  Dentre elas, a diminuição da carga tributária que teve como alvo o aquecimento da indústria e seus itens de consumo, em grande maioria, alvos de cobiça das classes C, D e E.<span id="more-1536"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Por exemplo, a diminuição do IPI para automóveis deu à classe C a oportunidade de consumo de carros antes só cobiçados. Foi um ponto a favor bem coordenado e que trouxe resultados que aqueceram a economia brasileira e abriram os olhos de alguns empresários a estes novos consumistas. Afinal, como se comporta a classe C diante dos seus sonhos de consumo?</p>
<p style="text-align: justify;">O artigo <strong>Para entender a classe C</strong> da revista Exame, demonstrou por meio de pesquisa, dois comportamentos distintos e bem definidos. São eles: <em>o consumista e o planejador</em>. São perfis opostos que atraem o interesse do mercado. Não se trata mais de oferecer por si só, mas como oferecer, o que oferecer e como fidelizar.</p>
<p style="text-align: justify;">Algumas empresas já demonstraram que a conhecem muito bem, como é o caso do ramo de varejo de produtos eletrodomésticos e eletrônicos &#8211; o melhor exemplo é as Casas Bahia. Sua dedicação, de fato, foi total para conhecê-los compra por compra. Hoje são reconhecidos por estes consumidores como uma forma de adquirir seus <strong>sonhos, </strong>mesmo que a prestações pequenas e a perder de vista. Um ponto a favor à imagem imaculada das Casas Bahia.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste sentido, consumir para as classes C, D e E além de conquistar os sonhos de consumo aparentemente fora do seu orçamento, é principalmente preservar o nome perante o crédito. Mais um ponto a favor das Casas Bahia, por ter entendido isso há muito mais tempo que outros ramos do comércio. Oferece-se o sonho e a facilidade de tê-lo sem custar o nome no Serasa.</p>
<p style="text-align: justify;">Isso não significa que não existam casos de inadimplência. Sim, como parte do comércio eles existem e assim como se tem aprendido o comportamento de consumo da classe C perante uma compra, assim também se espera aprender mais como ela se comporta perante uma dívida. Comerciantes mais experientes sempre apostaram na honestidade dos indivíduos da classe C.</p>
<p style="text-align: justify;">A conclusão é que este é um período valioso de aprendizado no mercado para este novo e velho perfil consumista. Velho, porque ele sempre esteve presente mas não lhe era dada a atenção devida.</p>


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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Bancos indicam que a recessão brasileira já terminou, mas o setor exportador ainda preocupa o governo</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Jul 2009 20:00:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Araújo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Carlos Araújo
O Itaú Unibanco e Bradesco divulgaram nesta semana, estudos que indicaram que a recessão brasileira terminou no primeiro semestre de 2009. Para estes bancos, após dois trimestres de retração econômica, a economia brasileira voltou a se expandir e deve crescer até 2% no segundo trimestre de 2009. Porém, o setor exportador ainda continua [...]


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Por <strong>Carlos Araújo</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O Itaú Unibanco e Bradesco divulgaram nesta semana, estudos que indicaram que a recessão brasileira terminou no primeiro semestre de 2009. Para estes bancos, após dois trimestres de retração econômica, a economia brasileira voltou a se expandir e deve crescer até 2% no segundo trimestre de 2009. Porém, o setor exportador ainda continua devagar.</p>
<p style="text-align: justify;">Mesmo o governo demonstrando otimismo na retomada das vendas externas, não há muito que se comemorar com os números que temos.  Nós devemos fechar o ano com um saldo comercial muito menor que do ano passado, que já teve uma forte redução em relação a 2007.<span id="more-1452"></span></p>
<p style="text-align: justify;">O Governo Lula fala em cuidado especial com os incentivos às exportações brasileiras, e que devemos vender mais para América Latina, África e Ásia. Porém, nossa pauta exportadora é muito concentrada, e nossos maiores itens exportados ainda depende dos preços internacionais.</p>
<p style="text-align: justify;">E se estes preços não subirem, o Brasil terá sérios problemas com o seu déficit em conta corrente. Este será o preço a ser pago por um país que exportará em 2009 mais produtos básicos do que manufaturados.</p>
<p style="text-align: justify;">(tlt)</p>


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		<title>O Brasil deve retaliar a Argentina?</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Jul 2009 19:22:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Araújo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Carlos Araújo
Após as eleições do legislativo na Argentina, chegou a hora do Brasil jogar duro com o país vizinho.  O principal motivo deste novo cenário é a substituição dos produtos brasileiros pelos chineses.  Claramente, as exportações do nosso país perdeu força para os hermanos, e os produtos asiáticos inundaram aquele mercado.
Nos seis primeiros meses [...]


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Por <strong>Carlos Araújo</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Após as eleições do legislativo na Argentina, chegou a hora do Brasil jogar duro com o país vizinho.  O principal motivo deste novo cenário é a substituição dos produtos brasileiros pelos chineses.  Claramente, as exportações do nosso país perdeu força para os <em>hermanos</em>, e os produtos asiáticos inundaram aquele mercado.</p>
<p style="text-align: justify;">Nos seis primeiros meses de 2009, estima-se que houve uma redução de 42,5% das vendas brasileiras para o principal parceiro do Mercosul, totalizando US$ 4,936 bilhões em vendas.  Uma queda expressiva.<span id="more-1382"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Há muito tempo em que a Argentina vinha dando sinais de que haveria protecionismo contra os produtos brasileiros.  Entretanto, em nome das boas relações comerciais com os membros do cone-sul e com o deliberado interesse brasileiro em liderar politicamente a América Latina, muitos desses abusos foram tolerados pela diplomacia brasileira.  Mas parece que este jogo está para mudar.</p>
<p style="text-align: justify;">Produtos como automóveis, autopeças, laticínios e alimentos entrarão no sistema de licenciamento não-automático das importações originadas da Argentina.  Um retrocesso burocrático, mas uma necessidade no atual cenário. Esta talvez seja a única mensagem que a presidente daquele país consegue entender.</p>
<p style="text-align: justify;">Para os importadores brasileiros, voltará uma nova exigência, a de autorizar o embarque com um pedido ao SECEX.  E este pedido pode levar até 60 dias para ser autorizado, conforme determina as regras da OMC. Na Argentina, este prazo não tem sido respeitado e as autorizações de embarque podem levar até 120 dias para serem deferidas.</p>
<p style="text-align: justify;">Porém, apesar de o governo brasileiro estar respaldados pela OMC, 60 dias é muito tempo para um mercado tão dinâmico como o brasileiro.  É um tempo muito grande para as necessidades de nosso mercado, e teremos de suprir esta demanda com os produtores nacionais, que nem sempre tem a mesma qualidade ou o mesmo preço.</p>
<p style="text-align: justify;">No fim das contas, quem pagará a &#8216;fatura&#8217; desse jogo político será o consumidor brasileiro.  Ele terá de aceitar um prazo maior (e um custo maior) para ter o produto que precisa, ou então mudar de fornecedor, o que nem sempre é tão fácil.</p>
<p style="text-align: justify;">(tlt)</p>


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		<title>Está difícil manter a Argentina como parceiro comercial</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 19:49:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Araújo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Carlos Araújo
Neste embate comercial, o Brasil já cedeu em 6 setores, dos 12 que estão em negociação com o nosso país.vizinho.  Só neste ano, o comércio bilateral já caiu 36%, e setores como freios, embreagens, calçados e móveis foram os mais afetados.
Tudo começou na Rodada de Doha, em que Brasil e Argentina tiveram posições [...]


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Por <strong>Carlos Araújo</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Neste embate comercial, o Brasil já cedeu em 6 setores, dos 12 que estão em negociação com o nosso país.vizinho.  Só neste ano, o comércio bilateral já caiu 36%, e setores como freios, embreagens, calçados e móveis foram os mais afetados.</p>
<p style="text-align: justify;">Tudo começou na Rodada de Doha, em que Brasil e Argentina tiveram posições diferentes nas negociações, relativos à farinha de trigo.  De lá pra cá, a crise internacional pegou os <em>hermanos </em>em cheio, e o governo da presidente Cristina Kirchner adotou uma política protecionista contra os produtos brasileiros.<span id="more-1334"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Apesar dos importadores argentinos estarem interessados em comprar produtos brasileiros (linha branca, vestuário, calçados), muitos barreiras tarifárias e não-tarifárias os impedem.  Entretanto, vê-se que a redução do comércio bilateral com produtos brasileiros não acontece com os mesmos produtos chineses.  E é este o grande receio dos exportadores daqui.</p>
<p style="text-align: justify;">Vários empresários dos dois lados já sentaram a mesa e discutiram uma forma de reduzir as exportações para aquele país, mas o governo brasileiro já ameaça ir à OMC contra a Argentina, caso ela insista em não respeitar a obrigatoriedade de liberar as licenças de importação em até 60 dias, como manda a norma internacional. O clima é de total irritação com este protecionismo argentino.</p>
<p style="text-align: justify;">E ainda tem mais.  Agora, segundo o Secretário de Comércio Interior daquele país, para cada dólar importado deverá haver outro dólar exportado.  Os importadores argentinos terão de assinar uma declaração em cartório, onde se comprometem a vender, em até um ano, o mesmo valor em dólar daqueles produtos que pretendem importar.  Uma piada argentina de péssimo gosto.</p>
<p style="text-align: justify;">Porém, não há consenso por parte do governo brasileiro se impetrar uma ação na OMC é o melhor caminho.  Alguns dizem que a diplomacia brasileira (??) vai deixar tudo como está em nome da integração regional.</p>
<p style="text-align: justify;">Outra piada de péssimo gosto.</p>
<p style="text-align: justify;">(tlt)</p>


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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Brasil, o país do protecionismo</title>
		<link>http://www.comexblog.com.br/post/brasil-o-pais-do-protecionismo/</link>
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		<pubDate>Tue, 09 Jun 2009 12:00:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Araújo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Carlos Araújo
Desde que a crise internacional se intensificou, o que mais se escutou dos governos de países emergentes, era que os países ricos deveriam abrir seus mercados para os demais.  O famigerado “Buy American”, polêmico artigo de incentivo à compra de produtos norte-americanos dentro do enorme pacote de estímulo econômico nos EUA,  criou um [...]


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Por <strong>Carlos Araújo</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Desde que a crise internacional se intensificou, o que mais se escutou dos governos de países emergentes, era que os países ricos deveriam abrir seus mercados para os demais.  O famigerado “<em>Buy American</em>”, polêmico artigo de incentivo à compra de produtos norte-americanos dentro do enorme pacote de estímulo econômico nos EUA,  criou um pânico mundial, pelo medo de que eles se tornariam mais protecionistas do que são.  O próprio governo brasileiro se posicionou contra tal proposta.</p>
<p style="text-align: justify;">Bem, caro leitor, é de se pensar que nosso país fosse um oásis do livre comércio mundial.  Que nós não fazemos o mesmo que os americanos e que as únicas regras válidas no território brasileiro é a qualidade do produto e a eficiência do mercado.  Ledo engano.<span id="more-1268"></span></p>
<p style="text-align: justify;">A proteção ao mercado interno é comum em qualquer canto do mundo.  Os setores em que os governos elegem como “estratégicos” são protegidos da competição externa e lutam para não perderem estes privilégios.  E aqui conosco não é diferente.</p>
<p style="text-align: justify;">O Brasil é, desde a abertura promovida dom João VI, um bastião do protecionismo. Vários países, como Estados Unidos, Europa e Japão, encontram dificuldades para colocar seus produtos em nosso mercado, por culpa da proteção exagerada do governo brasileiro. E se o nosso país quer ser uma economia aberta, como o nosso presidente exige das outras nações, é preciso derrubar barreiras ao livre comércio.</p>
<p style="text-align: justify;">Por definição, o protecionismo prega um conjunto de medidas que um país toma para favorecer as atividades econômicas internas, de forma que reduza ou dificulte a abertura deste mercado aos competidores de outros países.  Na prática, cria-se dificuldade às importações de produtos cujo mercado interno foi protegido pelo governo central.  São exemplos de protecionismo, as altas tarifas e normas técnicas para produtos estrangeiros, os subsídios à indústria nacional, a criação e fixação de cotas para importação, as exigências sanitárias, licenças de importação prévias e a alta burocracia alfandegária.</p>
<p style="text-align: justify;">Os defensores do protecionismo alegam que algumas indústrias precisam ser protegidas, no sentido de garantir empregos internos e desenvolver novas tecnologias.  Bobagem, uma vez que a história deste país já mostrou que setores protegidos não evoluíram como os teóricos do governo defendiam.  Na contramão, todos os setores expostos à competição internacional evoluíram e agora competem de igual para igual. O livre comércio fez bem.</p>
<p style="text-align: justify;">Como desvantagem, que a história também confirma, os setores protegidos aumentam seus preços e se acomodam na busca de melhorias.  Isto provoca atraso tecnológico ao país frente às inovações externas.</p>
<p style="text-align: justify;">Um dos grandes exemplos de protecionismo brasileiro está no setor automobilístico.  Estima-se, segundo o IPEA, que a tarifa efetiva (aquela realmente paga no final das contas) que protege esta indústria no Brasil chegue a 124% do valor original. Isto quer dizer que o preço pago no exterior, em dólares, dobrará ao chegar aqui. Talvez seja este o motivo de que todas as grandes montadoras de carros médios do mundo estejam no Brasil.  É impossível competir neste mercado sem estar dentro dele.</p>
<p style="text-align: justify;">E para completar a festa, nesta última semana o governo elevou a tarifa sobre aço importado.  As maiores beneficiadas?  <strong>Usiminas e CSN</strong>. Em teoria, a indústria nacional estará protegida contra as importações de aço chinês.  Na prática, a pressão dos empresários do setor fez a diferença e vai de encontro a todo o discurso proferido pelo presidente Lula nos últimos fóruns internacionais.  Como explicar esta atitude se nossa indústria siderúrgica está entre as mais eficientes do mundo?  Setores como o automobilístico e de eletrodomésticos serão prejudicados e poderão repassar estes custos ao consumidor final.</p>
<p style="text-align: justify;">Como já dissemos, esta é uma medida comum em tempos de crise.  Os interesses das indústrias internas são (e precisam ser) protegidos.  O problema é que a história mostra que esta proteção não se reverteu em benefícios para o país.  Pelo contrário, foi o livre comércio  que trouxe crescimento para os setores expostos à concorrência internacional.</p>
<p style="text-align: justify;">Além do mais, é preciso elevar o debate sobre abertura de mercado. Até agora, somos um dos países mais fechado do mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">(tlt)</p>


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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Retração do Comércio Exterior afeta a economia capixaba</title>
		<link>http://www.comexblog.com.br/post/retracao-do-comercio-exterior-afeta-a-economia-capixaba/</link>
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		<pubDate>Thu, 09 Apr 2009 12:00:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Araújo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Carlos Araújo
Já escrevemos neste blog, a importância do comércio exterior para a economia capixaba.  E agora, em pleno ápice da crise internacional, este tema volta a ser discutido.
Em participação recente da reunião de Planejamento Estratégico do Governo do Estado, o sociólogo e especialista em Trabalho José Pastore falou sobre trabalho e renda no Brasil [...]


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<li><a href='http://www.comexblog.com.br/post/a-crise-mundial-e-o-comercio-exterior/' rel='bookmark' title='Permanent Link: A crise mundial e o comércio exterior'>A crise mundial e o comércio exterior</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Por <strong>Carlos Araújo</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Já escrevemos neste blog, a <a title="A importância do Comércio Exterior para o ES" href="http://www.comexblog.com.br/wordpress/post/a-importancia-do-comercio-exterior-para-o-estado-do-espirito-santo/" target="_blank">importância do comércio exterior para a economia capixaba</a>.  E agora, em pleno ápice da crise internacional, este tema volta a ser discutido.</p>
<p style="text-align: justify;">Em participação recente da reunião de Planejamento Estratégico do Governo do Estado, o sociólogo e especialista em Trabalho José Pastore falou sobre trabalho e renda no Brasil e no Espírito Santo.<span id="more-725"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Para o sociólogo, a economia capixaba está amparada, quase na sua totalidade, no comércio internacional.  Os setores de mineração, siderurgia, celulose, rocha e café têm um peso importante para a geração de empregos diretos e indiretos. E são estes os setores mais afetados pela crise internacional, que não tem data para acabar.  Muitos até dizem que ela não chegou ao fundo do poço.</p>
<p style="text-align: justify;">Este cenário de crise afeta diretamente setores de mão de obra intensiva e muitas e pequenas e médias empresas.  E esta retração vai chega logo no mercado de trabalho em breve.</p>
<p style="text-align: justify;">Não é uma boa notícia para o Espírito Santo em um momento crítico, de dólar com altas oscilações, guerra fiscal declarada e mercado internacional recuado.  Desta vez, a dependência do comércio exterior preocupa, e muito!</p>
<p style="text-align: justify;">(tlt)</p>


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		<title>A crise internacional chega ao setor portuário</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Mar 2009 12:00:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Araújo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Logística]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Carlos Araújo
Os portos brasileiros começaram a ser afetados pela redução das exportações e importações do Brasil.  A crise internacional e a queda no comércio bateu com força no mercado de carga geral, cargas em contêineres e produtos de alto valor agregado.
Os números do mercado já falam numa redução de 25% dos volumes de cargas.  [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Por <strong>Carlos Araújo</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os portos brasileiros começaram a ser afetados pela redução das exportações e importações do Brasil.  A crise internacional e a queda no comércio bateu com força no mercado de carga geral, cargas em contêineres e produtos de alto valor agregado.</p>
<p style="text-align: justify;">Os números do mercado já falam numa redução de 25% dos volumes de cargas.  Setores como minério, celulose, siderurgia foram os mais atingidos.  Nas importações, fertilizantes e naftas acumularam perdas de embarque em mais de 50%.<span id="more-478"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Muitos já esperavam pela redução da demanda nos meses de janeiro e fevereiro.  Entretanto, a crise econômica aprofundou ainda mais a queda das exportações neste início de ano.</p>
<p style="text-align: justify;">Com a crise, o preço dos fretes a granel e de afretamento de navios teve uma redução expressiva, de quase 19%. No mercado de contêiner, a redução do frete chegou a 20%. Com um frete menor, muitos armadores reduziram sua frota e começaram a ajustar seus custos.  A boa notícia é que o preço do combustível também caiu, possibilitando aos transportadores um “oxigênio” para passar o turbulento ano de 2009.</p>
<p style="text-align: justify;">E os terminais portuários não ficaram imunes a esta crise.  Muitos armadores já abriram um novo processo de negociação para redução das tarifas praticadass, com a contra partida de alongamento de contratos.  É a moeda de troca em momentos de crise:  Uma parte oferece preços menores enquanto a outra oferece fidelidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Estima-se que no ano de 2009 haja uma redução de 25% do número de contêineres movimentados, em relação a 2008. A previsão para este ano é de que o Brasil movimente 3,62 milhões de TEUs (sigla em inglês que designa o contêiner equivalente a 20 pés).<br />
(tlt)</p>


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		<title>A China, maior credor dos títulos do Tesouro dos EUA, está preocupada</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Mar 2009 12:00:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Araújo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Carlos Araújo
Esta não era esperada.  O Governo Chinês declarou que está preocupado com os US$ 727,4 que possui investidos em títulos do Tesouro Norte-americano.  Segundo o primeiro-ministro Chinês, Wen Jiabao, a China precisa ter a segurança dos investimentos chineses.
O principal item desta preocupação é que com o aumento dos gastos propostos por Barack Obama [...]


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Por <strong>Carlos Araújo</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Esta não era esperada.  O Governo Chinês declarou que está preocupado com os US$ 727,4 que possui investidos em títulos do Tesouro Norte-americano.  Segundo o primeiro-ministro Chinês, Wen Jiabao, a China precisa ter a segurança dos investimentos chineses.</p>
<p style="text-align: justify;">O principal item desta preocupação é que com o aumento dos gastos propostos por Barack Obama haja inflação crescente e queda do dólar.  Os EUA possuem US$ 3,1 trilhões em títulos do Tesouro fora dos EUA e a China é maior investidor, seguido por Japão e Países do Caribe.  O Brasil está em sexto lugar, com US$ 127 bilhões.<span id="more-379"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Para sustentar o pacote de US$ 787 bilhões, o governo norte-americano depende da China sustentar a compra num quadro de volume recorde de papéis da dívida.  Para isto, o governo dos EUA tratou de rapidamente tranquilizar o premiê chinês, dizendo que estavam empenhados em reduzir o défitic público pela metade em quatro anos.</p>
<p style="text-align: justify;">Do outro lado, com a grave crise internacional afetando suas exportações,  e os problemas interno afetando as importações, os EUA tiveram o menor déficit comercial desde 2002.  Isto poderia ser uma boa notícia, não fosse o detalhe de que a demana interna norte-americana recua assim como o interesse pelos seus produtos exportados.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda bem que a China possui US$ 1,9 trilhão em reservas internacionais. (tlt)</p>


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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>O Brasil começa a ser afetado pela crise mundial</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Mar 2009 18:07:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Araújo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Carlos Araújo
Já falamos aqui, que a velha conversa do governo brasileiro de que o país estava &#8220;Blindado&#8221;, não se sustentaria por muito tempo.  Historicamente, a China tem quase 50% das suas vendas externas pautadas nos mercados norte-americano, europeu e japonês, e que estes três já estão em recessão há algum tempo.  Sendo assim, ela [...]


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Por <strong>Carlos Araújo</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Já falamos <a title="A Crise e as Exportações Brasileiras" href="http://www.comexblog.com.br/wordpress/post/a-crise-americana-e-as-exportacoes-brasileiras/" target="_blank">aqui</a>, que a velha conversa do governo brasileiro de que o país estava &#8220;Blindado&#8221;, não se sustentaria por muito tempo.  Historicamente, a China tem quase 50% das suas vendas externas pautadas nos mercados norte-americano, europeu e japonês, e que estes três já estão em recessão há algum tempo.  Sendo assim, ela deixaria de comprar as commodities agrícolas e metálicas, principais produtos da pauta exportadora brasileira.</p>
<p style="text-align: justify;">E a cada dia, torna-se uma realidade a crise econômica que o Brasil atravessa.  O Jornal Folha de São Paulo do dia 07/Março, no caderno dinheiro, trouxe uma quantidade enorme de notícias demonstrando que a economia brasileira está em crise e que o ano de 2009 não será dos mais fáceis para nenhum setor.<span id="more-248"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Segundo o jornal, a produção da indústria tem o pior resultado desde Collor, recuando 17% em comparação com o mesmo mês de 2008.  E o IBGE não prevê melhora na situação.  Setores como Material elétrico e de comunicações, veículos automotores e metalurgia básica, caíram, respectivamente, 45,9%, 34,5% e 31,3%.  Algo muito expressivo para setores tão importantes para a economia brasileira.</p>
<p style="text-align: justify;">A produção de celulares na zona franca de Manaus teve uma queda de 61%,  a Petrobras teve um recuo de 32% no seu lucro no quarto trimestre em relação aos três meses anteriores, mas no ano o seu resultado foi recorde.  A possível explicação para esta perda e ganho ao mesmo tempo pode estar na crise internacional que teve maior intensidade a partir de setembro de 2008.</p>
<p style="text-align: justify;">Também segundo a OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) o Brasil já deixou de ser o único país que ainda estava em um ciclo econômico positivo. Em Janeiro a economia do país teve uma forte desaceleração, se igualando a todas as economis mundiais. Com a crise, consumidor prevê cortar gastos diversos, como viagens, turismos e lazer, e daqui a pouco diversas categorias irão pedir ganho real de salário em relação a inflação.</p>
<p style="text-align: justify;">A notícia boa deste momento, é que a União Européia reduzirá a produção de açúcar em 5,8 mi de toneladas ajudando países exportadores como o Brasil. Segundo especialistas, esta redução deve ter impacto somente na safra 2010/2011, e só aconteceu depois da derrota sofrida pela UE na OMC contra os seus bilionários subsídios neste setor.</p>
<p style="text-align: justify;">O Ano de 2009 não será nada fácil.  Passamos de uma &#8220;marolina&#8221; como disse o presidente Lula para um tornado de nível <a title="HowStuffWorks - Classificação dos Tornados" href="http://ciencia.hsw.uol.com.br/tornado3.htm" target="_blank">F2</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Vamos nos proteger! (tlt)</p>


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		<title>A china desacelera o seu comércio exterior.  E o Brasil, como fica?</title>
		<link>http://www.comexblog.com.br/post/a-china-desacelera-o-seu-comercio-exterior-e-o-brasil-como-fica/</link>
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		<pubDate>Tue, 11 Nov 2008 11:26:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Araújo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Carlos Araújo
Vem do oriente uma notícia nada animadora para as empresas exportadoras brasileiras.  A China desacelerou o seu comércio exterior em outubro, e viu suas exportações serem reduzidas em quase 20%, segundo informações oficiais do governo chinês.
No mês de outubro, as vendas externas chinesas ficaram na casa dos USD 128 bilhões, e as [...]


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Por <strong>Carlos Araújo</strong></p>
<p style="text-align: justify; line-height: normal;">Vem do oriente uma notícia nada animadora para as empresas exportadoras brasileiras.  A China desacelerou o seu comércio exterior em outubro, e viu suas exportações serem reduzidas em quase 20%, segundo informações oficiais do governo chinês.</p>
<p style="text-align: justify; line-height: normal;">No mês de outubro, as vendas externas chinesas ficaram na casa dos USD 128 bilhões, e as importações em USD 93 bilhões, gerando um saldo comercial no mês de USD 35 bilhões. Esta queda foi explicada, segundo estatísticas oficiais, pela crise da economia global.<span id="more-203"></span></p>
<p style="text-align: justify; line-height: normal;">A título de informação, o valor mensal das exportações chinesas corresponde a quase um ano de exportações brasileiras, mas em se tratando daquele país, esta redução pode ter impacto significativo na economia local e global.</p>
<p style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: normal;">Outro dado importante, e para desespero do comércio mundial, pela primeira vez nos últimos cinco anos, a China não deverá crescer acima dos 10%, devendo ficar entre 7% e 8%, o que para o mundo é ótimo para eles não é tão bom assim.</p>
<p style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify; line-height: normal;">Para reverter esta situação, o governo chinês anunciou um pacote de quase USD 500 bilhões para os próximos dois anos, no setor de infra-estrutura, logística e comércio externo, tudo para fortalecer a economia interna e manter firme o rápido crescimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Para o Brasil esta pode ser uma ótima notícia, pois dependemos fortemente das exportações agrícolas e de commodities metálicas para a Ásia, e a China é o maior comprador destes nossos produtos.</p>


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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>A crise da economia americana bem explicada</title>
		<link>http://www.comexblog.com.br/post/a-crise-da-economia-americana-bem-explicada/</link>
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		<pubDate>Mon, 29 Sep 2008 11:00:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Araújo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Carlos Araújo
Recebi o email abaixo, porém não veio a indicação de quem o produziu. Se alguém souber, me avise que imediatamente darei os créditos. Trata-se de uma bem humorada e didática explicação sobre a crise americana. É grande, mas vale apena ler. Depois deste post, você vai compreender como a maior economia do mundo [...]


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Por <strong>Carlos Araújo</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;">Recebi o email abaixo, porém não veio a indicação de quem o produziu. Se alguém souber, me avise que imediatamente darei os créditos. Trata-se de uma bem humorada e didática explicação sobre a crise americana. É grande, mas vale apena ler. Depois deste post, você vai compreender como a maior economia do mundo entrou nessa furada.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;">Update 1 = Enviado por  Georges Bittencourt, do Rio de Janeiro.  Porém, a autoria continua indefinida.</span></p>
<p style="text-align: justify;">&#8212;&#8212;</p>
<p style="text-align: justify;">Paul comprou um apartamento, no começo dos anos 90, por 300.000 dólares financiados em 30 anos. Em 2006 o apartamento do Paul passou a valer 1,1 milhão de dólares. Aí, um banco perguntou pro Paul se ele não queria uma grana emprestada, algo como 800.000 dólares, dando seu apartamento como garantia. Ele aceitou o empréstimo, fez uma nova hipoteca e pegou os 800.000 dólares.<span id="more-110"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Com os 800.000 dólares. Paul, vendo que imóveis não paravam de valorizar, comprou 3 casas em construção dando como entrada algo como 400.000 dólares. A diferença, 400.000 dólares que Paul recebeu do banco, ele se comprometeu: comprou carro novo (alemão) pra ele, deu um carro (japonês) para cada filho e com o resto do dinheiro comprou tv de plasma de 63 polegadas, 43 notebooks, 1634 cuecas. Tudo financiado, tudo a crédito. A esposa do Paul, sentindo-se rica, sentou o dedo no cartão de crédito.</p>
<p style="text-align: justify;">Em agosto de 2007 começaram a correr boatos que os preços dos imóveis estavam caindo. As casas que o Paul tinha dado entrada e estavam em construção caíram vertiginosamente de preço e não tinham mais liquidez&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">O negócio era refinanciar a própria casa, usar o dinheiro para comprar outras casas e revender com lucro. Fácil&#8230; Parecia fácil. Só que todo mundo teve a mesma idéia ao mesmo tempo. As taxas que o Paul pagava começaram a subir (as taxas eram pós fixadas) e o Paul percebeu que seu investimento em imóveis se transformara num desastre. Milhões tiveram a mesma idéia do Paul. Tinha casa pra vender como nunca.</p>
<p style="text-align: justify;">Paul foi agüentando as prestações da sua casa refinanciada, mais as das 3 casas que ele comprou, como milhões de compatriotas, para revender, mais as prestações dos carros, as das cuecas, dos notebooks, da tv de plasma e do cartão de crédito.</p>
<p style="text-align: justify;">Aí as casas que o Paul comprou para revender ficaram prontas e ele tinha que pagar uma grande parcela. Só que neste momento Paul achava que já teria revendido as 3 casas mas, ou não havia compradores ou os que havia só pagariam um preço muito menor que o Paul havia pago. Paul se danou. Começou a não pagar aos bancos as hipotecas da casa que ele morava e das 3 casas que ele havia comprado como investimento. Os bancos ficaram sem receber de milhões de especuladores iguais a Paul.</p>
<p style="text-align: justify;">Paul optou pela sobrevivência da família e tentou renegociar com os bancos que não quiseram acordo. Paul entregou aos bancos as 3 casas que comprou como investimento perdendo tudo que tinha investido. Paul quebrou. Ele e sua família pararam de consumir&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Milhões de Pauls deixaram de pagar aos bancos os empréstimos que haviam feito baseado nos preços dos imóveis. Os bancos haviam transformado os empréstimos de milhões de Pauls em títulos negociáveis. Esses títulos passaram a ser negociados com valor de face. Com a inadimplência dos Pauls esses títulos começaram a valer pó.</p>
<p style="text-align: justify;">Bilhões e bilhões em títulos passaram a nada valer e esses títulos estavam disseminados por todo o mercado, principalmente nos bancos americanos, mas também em bancos europeus e asiáticos.</p>
<p style="text-align: justify;">Os imóveis eram as garantias dos empréstimos, mas esses empréstimos foram feitos baseados num preço de mercado desse imóvel&#8230; Preço que despencou. Um empréstimo foi feito baseado num imóvel avaliado em 500.000 dólares e de repente passou a valer 300.000 dólares e mesmo pelos 300.000 não havia compradores.</p>
<p style="text-align: justify;">Os preços dos imóveis eram uma bolha, um ciclo que não se sustentava, como os esquemas de pirâmide, especulação pura. A inadimplência dos milhões de Pauls atingiu fortemente os bancos americanos que perderam centenas de bilhões de dólares. A farra do crédito fácil um dia acaba. Acabou.</p>
<p style="text-align: justify;">Com a inadimplência dos milhões de Pauls, os bancos pararam de emprestar por medo de não receber. Os Pauls pararam de consumir porque não tinham crédito. Mesmo quem não devia dinheiro não conseguia crédito nos bancos e quem tinha crédito não queria dinheiro emprestado.</p>
<p style="text-align: justify;">O medo de perder o emprego fez a economia travar. Recessão é sentimento, é medo. Mesmo quem pode, pára de consumir. O FED começou a trabalhar de forma árdua, reduzindo fortemente as taxas de juros e as taxas de empréstimo interbancários. O FED também começou a injetar bilhões de dólares no mercado, provendo liquidez. O governo Bush lançou um plano de ajuda à economia sob forma de devolução de parte do imposto de renda pago, visando incrementar o consumo, porém essas ações levam meses para surtir efeitos práticos. Essas ações foram corretas e, até agora não é possível afirmar que os EUA estão tecnicamente em recessão.</p>
<p style="text-align: justify;">O FED trabalhava. O mercado ficava atento e as famílias esperançosas. Até que na semana passada o impensável aconteceu. O pior pesadelo para uma economia aconteceu: a crise bancária, correntistas correndo para sacar suas economias, boataria geral, pânico. Um dos grandes bancos da América, o Bear Stearns, amanheceu, na segunda feira última, quebrado, insolvente.</p>
<p style="text-align: justify;">No domingo o FED, de forma inédita, fez um empréstimo ao Bear, apoiado pelo JP Morgan Chase, para que o banco não quebrasse. Depois disso o Bear foi vendido para o JP Morgan por 2 dólares por ação. Há um ano elas valiam 160 dólares. Durante esta semana dezenas de boatos voltaram a acontecer sobre quebra de bancos. A bola da vez seria o Lehman Brothers, um bancão. O mercado e as pessoas seguem sem saber o que nos espera na próxima segunda-feira.</p>
<p style="text-align: justify;">O que começou com o Paul hoje afeta o mundo inteiro. A coisa pode estar apenas começando. Só o tempo dirá.</p>


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		<title>A atual crise na economia mundial e o Brasil</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Sep 2008 12:55:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Araújo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Carlos Araújo
Esta discussão foi iniciada com meus alunos no curso de comércio exterior, e vai terminar aqui.  Vejam as notícias abaixo:

Notícia do UOL (1): Agências cortam rating e AIG fica perto do colapso &#8211; As três principais agências de classificação de risco do mundo rebaixaram os ratings de crédito da American International Group [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Por <strong>Carlos Araújo</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Esta discussão foi iniciada com meus alunos no curso de comércio exterior, e vai terminar aqui.  Vejam as notícias abaixo:</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify; line-height: normal;">Notícia do UOL (1): <strong>Agências cortam rating e AIG fica perto do colapso</strong> &#8211; As três principais agências de classificação de risco do mundo rebaixaram os ratings de crédito da American International Group (AIG), frustrando as esperanças de se salvar uma das maiores seguradoras do mundo em meio à escalada da crise financeira.<span id="more-91"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Notícia do UOL (2): <strong>Incerteza sobre gigante de seguros AIG derruba Bolsas mundiais</strong> &#8211; O destino do gigante americano de seguros AIG, que, assim como o banco de investimentos Lehman Brothers, pode se ver obrigado a pedir concordata, estremece nesta terça-feira os principais mercados financeiros do mundo, já abalados na véspera.</p>
<p style="text-align: justify;">Notícia do UOL (3): <strong>Lehman Brothers anuncia que vai pedir concordata </strong>- O Lehman Brothers anunciou que pretende pedir concordata na Corte de Falências do Distrito Sul de Nova York. O quarto maior banco de investimentos dos EUA informou que seu conselho de administração autorizou o pedido de concordata a fim de proteger seus ativos e maximizar seu valor.</p>
<p style="text-align: justify;">Notícia do UOL (4): <strong>Crise nos EUA deve afastar investidores e ameaça até o PIB do Brasil</strong> &#8211; A crise financeira nos Estados Unidos, agravada pelo pedido de concordata do Lehman Brothers, o quarto maior banco norte-americano, deve impedir que a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) retome os 52 mil pontos nesta semana. A avaliação é da economista da Tendências Consultoria Alessandra Ribeiro.</p>
<p style="text-align: justify;">Notícia do Terra (4): <strong>Alimentos aceleram queda e inflação pelo IPC-S diminui</strong> &#8211; Refletindo um ritmo mais forte da queda dos custos de alimentos, a inflação pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) voltou a desacelerar na segunda prévia de setembro. O indicador teve variação positiva de 0,04%, seguindo a alta de 0,20% registrada na primeira leitura do mês, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta terça-feira.</p>
<p style="text-align: justify;">Notícia do Terra (5): <strong>Queda da Bovespa supera 6% por colapso de banco nos EUA</strong> &#8211; A Bolsa de Valores de São Paulo ampliava as perdas na tarde desta segunda-feira, seguindo a tendência de Wall Street, que refletia o temor de quebradeira no sistema financeiro dos Estados Unidos. Às 16h41, o Ibovespa apontava queda de 6,88%, aos 48.786 pontos. O giro financeiro era de R$ 5,8 bilhões.</p>
<p style="text-align: justify;">Como podemos ver, as bolsas mundiais estão refletindo todos os problemas internos dos EUA.  E a Bolsa e o<strong> câmbio</strong> já começaram a dar sinais negativos, apesar do ministro Mantega falar que estamos &#8220;preparados&#8221;. Entretanto, a Inflação está em ritmo de queda, como podemos ver a pesquisa da Fundação Getulio Vargas.</p>
<p style="text-align: justify;">Então, uma pergunta para discussão: <strong>Devemos ou não ficar nervosos com esta crise dos EUA? Dê a sua opinião.<br />
</strong></p>


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