O Brasil e o aumento da Corrente de Comércio

Por Carlos Araújo

No passado muito se discutiu que o Brasil deveria ter grandes superávits comerciais em sua balança comercial. Estes saldos positivos serviriam para compensar, com folga, os tradicionais déficits na conta de serviços. Entre os mais importantes componentes nesta conta de serviços, estão os juros pagos, as viagens internacionais, os fretes, seguros e remessa de lucros e dividendos para o exterior. Porém, esta tendência começa a se inverter.

Segundo dados do MDIC, O superávit da balança comercial atingiu 46 bilhões em 2006, 40 bilhões em 2007 e o acumulado de 12 meses até agosto deste ano soma 29 bilhões. Isto representa um terço do registrado no ano anterior. Porém, para os analistas isto não é um problema.

O motivo desta pouca preocupação é que nunca se viu um comércio exterior tão intenso no Brasil. A soma das importações e exportações brasileiras, a chamada corrente de comércio, totalizou 348 bilhões nos últimos 12 meses terminado em agosto. Sabe-se que países com grandes correntes de comércio têm maior facilidade de enfrentar os ajustes econômicos com possíveis crises externas.

O aumento da corrente de comércio mostra a intensificação da abertura da economia brasileira. Apesar de ser menor que vários emergentes, este crescimento tem se mostrado em expansão nos últimos anos.

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