Taxa de câmbio: onde irá parar?
Por Carlos Araújo.
Esta é a uma pergunta difÃcil de alguém responder no momento. Nem mercado, nem analistas e muito menos os economistas, conseguem projetar uma taxa de câmbio ideal.
Uma desvalorização cambial sempre foi a bandeira de alguns setores exportadores brasileiros, que alegavam que um dólar barato estimulava as importações e deteriorava as margens dos produtos exportados. Agora, até estes setores se sentem prejudicados com a moeda norte-americana nas alturas.
A lógica é simples. Com a crise internacional afetando os grandes mercados consumidores, notadamente Eua, Japão e Europa, a China venderá menos produtos. E por derradeiro, diminuirá seu apetite por commodities, algo que já está aparecendo nos noticiários econômicos.
E esta desaceleração da economia mundial fez os exportadores brasileiros reverem suas projeções para 2009. Segundo a AEB (Associação de Comércio Exterior), haverá uma redução dos embarques em até 15%, algo em torno de US$ 13 bilhões a menos em receita para as empresas brasileiras.
A balança comercial também não ficará imune. A AEB também prevê uma queda de 7% em 2009, algo que não acontecia há nove anos.
Na importação, os números são mais assustadores. Prestes a chegar o natal, muitas empresas estão com seus estoques parados nos portos, aeroportos e zonas secundárias a espera de alguma estabilização. Vários pátios de armazéns alfandegados estão abarrotados de cargas, e em muitos casos já beira ao colapso.
Como a taxa do dólar utilizada para a liberação de mercadorias importadas não é fixa, muitos importadores preferem pagar armazenagem e manter as mercadorias nos portos, a terem de desembolsar altos valores para pagamentos dos impostos, sem perspectivas de estabilização da taxa da moeda.
Se tudo continuar como está, a cesta de natal será a mais verde-amarela dos últimos anos.
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