A espera de uma (boa) resposta da Argentina

O post O Brasil deve retaliar a Argentina mostrou que a retaliação para os argentinos é uma forma que eles entendem como comunicação, e até mesmo, como relacionamento comercial. Como conseqüência das retaliações brasileiras, o subsecretário de Política e Gestão do Ministério de Produção argentino, Eduardo Bianchi, reuniu-se com o secretário do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Ivan Ramalho, para tratar do atual cenário tumultuoso do comércio exterior entre os dois países mais atuantes do Mercosul.

Os fatos recentes, e também os do passado, do relacionamento comercial BrasilArgentina transparece pouca vivência de parceria entre os dois países. É esperado que novas reuniões encontrem mais apropriadas soluções, e que de alguma forma, encontrem o caminho da parceria comercial confiável, um alívio para os empresários brasileiros dos setores envolvidos.

Também para os mesmos empresários fica a dica da diversificação de mercados para planos de médios e longos prazos. Afinal, na atualidade do comércio globalizado e competitivo que vivemos hoje, conquistar um mercado não é uma tarefa fácil e nem rápida. Parece um casamento, para chegar até o tão esperado compromisso haja paqueras e namoros!

No entanto, os valores atuais e passados da balança comercial entre Brasil e Argentina mostram que é preciso buscar a resolução destes impasses.  Por mais problemático que possa ser o relacionamento com os argentinos, perder o seu mercado, não traria paz e nem tranqüilidade ao Brasil.

O panorama atual traz uma outra questão: o que significa o resultado da parceria comercial entre Brasil e Argentina em comparação a que foi celebrada, em conjunto com Paraguai e Uruguai, pelo Tratado de Assunção para a constituição do Mercosul? O tratado estabelece pontos importantes para a livre circulação de mercadorias e serviços como incentivos para este livre comércio.

E de uma forma preventiva, no seu artigo quarto, estabelece que os mesmos Estados-Partes podem manter comércio com países terceiros em condições de igualdade, e havendo práticas de preços influenciadas por subsídios ou dumping, seus governos devem estabelecer legislações nacionais para inibi-las. Vivemos um pouco aquém disso com os nossos hermanos.

A competitividade do produto chinês chegou ao mercado argentino com a mesma agressividade que veio ao mercado brasileiro. Por mais uma vez, nos vemos no dilema de competir com o preço baixo dos seus produtos e com a clonagem, em alguns casos. Os empresários brasileiros tem de confiar na qualidade dos seus produtos, tem de acreditar no seu bom desempenho e na sua capacidade de renovação.

Sem dúvida será mais um desafio aos empresários brasileiros se superarem e gerarem mais oportunidades.

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