O comércio exterior e o profissional do futuro

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Profissional do Futuro

Por Carlos Araújo @comexblog | 

É inquestionável o crescimento do comércio exterior brasileiro nos últimos cinco anos. São sucessivos recordes mensais nas exportações brasileiras, e cada vez mais empresas começam a participar deste processo de internacionalização, seja através da importação ou da exportação.

Ano após ano o Brasil seguiu crescendo na corrente de comércio —resultado da soma das exportações com as importações– até que a crise mundial de 2008 colocou um freio nos sucessivos superávits na balança comercial brasileira, que durava desde 2003.

E apesar de toda esta pujança nas contas externas, ainda não conseguimos ser um player importante no cenário externos, e estamos atrás de várias outras economias menores do que a nossa, inclusive nos Brics.

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A formação acadêmica

Mas para continuarmos avançando em direção a posições melhores, precisamos saber se estamos preparados e formando profissionais para esta “nova onda”, que já mostrou que veio para ficar.

A resposta para este questionamento deve passar, principalmente, pela formação continuada, seja em cursos de graduação, pós-graduação ou aqueles de formação, com visão aplicada.

A faculdade é o caminho mais objetivo para a inserção do aluno neste novo mercado. Seja no curso de graduação ou pós-graduação, ele deverá ter contato com a dinâmica globalizada que potencializou a importância do comércio exterior e das profissões.

Comércio exterior ou relações internacionais

Muito embora advogados, economistas, contadores, entre outros, também atuam neste mercado, existem duas profissões que se dedicam exclusivamente ao tema: a de comércio exterior e de relações internacionais.

O profissional de comércio exterior atua no dia-a-dia da empresas de importação, exportação, bancos, consultorias e despachantes aduaneiros. Cuida e gerencia os processos de importação e exportação, além do amplo gerenciamento logístico e tributário/fiscal. O tema tributário e fiscal, por exemplo, requer amplo cuidado e análise técnica do profissional.

Já o profissional de relações internacionais precisa ter uma visão macro sobre políticas de governo e relações comerciais com outras nações.

ComexPreparadoCompetir

A faculdade deve preparar este profissional para trabalhar em negociações de acordos bilaterais entre os países e deve mesclar conhecimentos nas áreas de Ciência Política, Economia, Direito e História, entre outros pontos.

Para este aluno, uma ótima carreira é trabalhar no Ministério das Relações Exterior, Ministério do Desenvolvimento ou no Ministério da Fazenda, além de grandes corporações globais.

Apesar das duas profissões serem convergentes e complementares, há pontos específicos que cada curso de graduação ou pós-graduação precisa trabalhar.

Para aqueles alunos em que as operações cotidianas de importação e exportação são mais importantes, o curso indicado é o de comércio exterior.

Já para aqueles que se interessam por negociações e possuem visão política do negócio internacional, a sugestão é que opte por relações internacionais.

Em ambas as profissões, é preciso ter visão sistêmica e de longo prazo, falar mais de um idioma e manter-se atualizado com informações sobre política, economia e procedimentos tributários. Sem isto, o profissional não estará preparado para os próximos anos de crescimento que certamente virão.

E quando você tem pressa?

Mas se a demanda é para entrar logo no mercado de trabalho ou aprimorar os conhecimentos técnicos que já possui, a melhor saída são os cursos de formação continuada em comércio exterior ou logística.

Normalmente oferecidos como extensões nas universidades, ou por escolas de treinamento por todo Brasil, seja na modalidade presencial ou online, estas escolas primam pela aplicação (quanto mais prático, melhor) dos conteúdos que a faculdade ensinou na teoria apenas.

ComexFocoAplicação

Estes cursos tem alta procura, porque focam apenas nos aspectos práticos e atendem a necessidades de mercado em cada região do país –e costumam ter altos índices de empregabilidade para os egressos.

Não se quer aqui inferir que um curso de graduação é inferior ou superior ao de formação, já que você pode decidir fazer um ou outro em momentos distintos da sua vida.

Sou da opinião que se você estiver no início da sua vida profissional, o mais adequado é fazer uma graduação e depois procurar cursos específicos para incrementar a sua carreira.

Por outro lado, não se pode desprezar a rapidez que um curso específico, com foco na sua aplicação, pode trazer para o upgrade na sua carreira.

Seja por graduação, pós-graduação ou curso de formação continuada, uma coisa é certa: o aprimoramento constante torna o profissional competitivo e são fundamentais para manter-se no mercado.

Não dá para imaginar um profissional, independente de sua formação, que não busque se capacitar constantemente. Pense nisto!