Porto de Águas Profundas no ES: Muito Papo e Pouca Ação.

Na terça-feira, dia 03/08, foi divulgado o Peltes (Plano Estratégico de Logística e Transporte do Espírito Santo), que é o mais completo e detalhado estudo envolvendo todos os modais de transporte, seus pontos fortes e fracos, principalmente. A proposta é identificar os principais gargalos que o Estado enfrenta.

Mas e qual é a novidade deste plano? A resposta é nenhuma.  Quem é que já não sabe que precisamos de um superporto?

Logística e infraestrutura são problemas antigos no ES, com décadas sem solução para os gargalos. São décadas de descaso para com os que produzem, os que exportam, os que importam e os contribuintes,  no geral.

O porto de águas profundas é um projeto recente, mas outros mais já caíram no esquecimento, como o de Barra do Riacho.  Mesmo depois do superporto, outros projetos também foram anunciados como a salvação dos problemas.

E a dragagem do porto de Vitória, uma obra bem mais que necessária, mas que até agora não tem data para ser concluída?

E o aeroporto?  Este já virou folclore, como disse um candidato à presidência, e motivo de piada entre a classe empresarial.

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A título de comparação, em 2007 foi lançada a pedra fundamental do Porto de Açú, que fica apenas 100 km da divisa com ES.  De lá para cá, a LLX, empresa empresário Eike Batista, já construiu o que será o maior porto do País, e cujo lançamento está previsto para 2012.  E mesmo com 32 empresas capixabas do setor de granito já assinaram protocolo de intenção de operarem por lá, e nós ficamos ainda nos projetos, nos relatórios e no vai e vem político.

Mesmo sabendo que Açú é um projeto da iniciativa privada, em que o investidor tem dinheiro e parceiros para implementar a idéia, nada justifica este atraso.  Sem vontade política para se desvencilhar desta burocracia, o estado capixaba vai ficar para trás na corrida para ser o novo pólo logístico do Sudeste.

O Peltes indica que a governança do Estado é a peça chave na solução dos problemas de logística e infraestrutura.  As rodovias são federais, os portos públicos estão com a União e o aeroporto está sobre o guarda-chuva da Infraero. Ou seja, tudo depende do bom humor da União.

Os Gargalos da Infraestrutura do ES:  Décadas de Esquecimento

  • Porto: Os terminais de contêineres do ES não conseguem receber os novos navios com capacidade superior a 2.500 TEUS
  • Rodovias: A grande maioria das rodovias do ES é de pistas simples
  • Ferroviais:  Carência de ligação ferroviária eficiente, de forma que os principais setores exportadores do estado tenha acesso comercialmente viável
  • Aeroporto:  A previsão era para ser entregue antes de 2008, inclusive sendo promessa de um presidente da república.  Hoje, nem há previsão.

Vamos ver até quando estas soluções do Peltes sairão do papel para a vida real dos empresários.

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